Quinta, 23 de Mai de 2024
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Domingo, 18 Fevereiro 2024 21:42

Agentes da Polícia voltam a usar violência contra camponeses da Konda Marta

Mais de trinta efectivos da Unidade de Reacção Rápida da Polícia Nacional surpreendeu nesta sexta-feira, 16, os camponeses do Talatona pertencentes à empresa “Konda Marta”, usando mais uma vez, a “violência” contra os populares.

As vítimas, na sua maioria senhoras idosas, contam que, mais uma vez, foram surpreendidas no espaço em disputa por mais de 30 efectivos da corporação armados e acompanhados de quatro patrulhas, tendo lançado gás lacrimogénio contra as senhoras.

O grupo de camponesas, que conta igualmente com a presença de alguns homens – em menor número, lamentou ter sofrido agressões, onde detiveram algumas camponesas e um idoso, cujas identidades não foram reveladas.

Não é a primeira vez, que uma caravana de carros da Polícia Nacional, se dirigem aos espaços controlados pelas camponesas da “Sociedade Konda Marta”, forçando as senhoras, na sua maioria idosas, a abandonarem o terreno com vista beneficiar altas da Polícia Nacional (PN) e das Forças Armadas Angolanas.

Com a saída de Joaquim do Rosário, no Comando municipal do Talatona, os camponeses pensaram que a situação deveria ficar ultrapassada, porém, o inverso tende a piorar.

Na semana passada, mais de trezentas camponesas realizaram vigílias (sábado e domingo), com o propósito de chamar atenção da Administração Municipal do Talatona e do Governo Provincial de Luanda, no sentido de chamar as partes para se encontrar “entendimento”, com vista ao fim do conflito fundiário.

A vigília, segundo o porta-voz dos camponeses, Daniel Neto, visou igualmente protestar contra as “mortes ocorridas no local” protagonizadas pela Polícia Nacional, bem como a constante “violência contra as indefesas camponesas da Konda Marta”.

Imagens partilhadas nas redes sociais podem ser vistos os agentes da Unidade de Reacção Rápida da Polícia Nacional forçando os populares a abandonarem o local. No vídeo vê-se ainda um idoso deitado ao chão contorcendo-se com dores e reclamando de ter sido lançado o gás lacrimogénio.

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