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Sábado, 24 Junho 2023 18:36

"O MPLA não quer uma imprensa livre", Nok Nogueira

Os jornalistas angolanos lançaram uma campanha de lobby para impedir a aprovação da proposta de lei que permite os dirigentes políticos exercerem atividade jornalística. Para falar sobre o assunto, ouvimos o Presidente do MISA Angola, André Mussamo, o jornalista Nok Nogueira e o deputado Paulo Faria.

O debate sobre a revisão do Estatuto do Jornalista e da Lei da Autoridade Reguladora da Comunicação Social, continua envolto em polémica e num ambiente de incertezas, a julgar pelos objetivos da proposta do governo angolano.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Angolanos e outras organizações profissionais, as alterações propostas pelo executivo do Presidente João Lourenço ferem a ética jornalística e põem em causa o carácter independente da Autoridade Reguladora da Comunicação Social.

Uma intensa campanha de lobby está a ser levada a cabo pelo Sindicato dos Jornalistas Angolanos e a representação do Instituto dos Média da África Austral, cujo objectivo é persuadir o parlamento angolano a recuar nesta proposta de lei repudiada pelos membros da classe.

Os profissionais do sector consideram que as emendas no Estatuto do Jornalista mancham a ética do jornalismo ao permitirem que dirigentes políticos, titulares de cargos públicos e responsáveis de gabinetes de comunicação e imagem, de organismos públicos e privados, sejam habilitados a exercerem a atividade jornalística.

A proposta de lei já está em discussão na assembleia nacional e os jornalistas receiam que a ditadura da maioria parlamentar possa dar luz verde às intenções do governo angolano.

O presidente do Instituto para a Comunicação Social da África Austral, confirma que está em curso a campanha de lobby. André Mussamo lamenta o facto das organizações profissionais não terem sido ouvidas na elaboração da referida proposta. VOA

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