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Sexta, 19 Novembro 2021 16:47

Caso IURD: Bispo Honorilton Gonçalves chamou-me de criminoso - David Mendes

O julgamento do “Caso Igreja Universal” começou, esta quinta-feira(18), no Tribunal Provincial de Luanda, com trocas de mimos entre o advogado da ala angolana daquela denominação religiosa e o bispo Honorilton Gonçalves, um dos réus principais.

O processo envolve Honorilton Gonçalves da Costa, antigo responsável espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola e Moçambique, Miguel Ferraz, Belo Kifua Miguel e Fernando Henriques Teixeira, acusados de associação de malfeitores, evasão de divisas, coacção para realizar vasectomia, branqueamento de capitais e violência doméstica.

Ontem, à entrada no tribunal, Honorilton Gonçalves proferiu palavras insultuosas ao advogado David Mendes. O causídico acusou o bispo brasileiro de recorrer a manobras dilatórias para que o processo não avance."Antes de entrar no tribunal, o bispo Honorilton Gonçalves chamou-me de criminoso, o que demonstra ser um falso profeta. Por isso insulta as pessoas de forma gratuita”, disse. O advogado considerou que a ala brasileira está desesperada, por isso recorre a manobras dilatórias.

O advogado David Mendes disse aos jornalistas que só não deu a bofetada porque o bispo brasileiro Honorilton Gonçalves escapou. "Ele teve sorte de fugir, porque senão eu lhe dava uma bofetada", afirmou o advogado, assegurando que só teve tal atitude porque o bispo brasileiro lhe terá chamado criminoso.

O advogado pediu ao juiz que consignasse em acta, para juntar a um processo-crime, por injúria. O juiz não consignou, uma vez que estavam a ser discutidas questões prévias, mas aconselhou ao advogado, caso os colegas não se retractassem, a se dirigir à esquadra de Polícia mais próxima

vogados de defesa, situação não encarrada de “ânimo leve” pelo juiz da causa, Toutre António. O juiz pediu tolerância, por parte do advogado David Mendes, e aos advogados de defesa que respeitassem o tribunal, para além de se retractarem, sob pena deste tipo de conduta ser consignada em acta.

O advogado pediu ao juiz que consignasse em acta, para juntar a um processo-crime, por injúria. O juiz não consignou, uma vez que estavam a ser discutidas questões prévias, mas aconselhou ao advogado, caso os colegas não se retractassem, a se dirigir a esquadra de polícia mais próxima.

Houve retractação, ou seja, pedido de desculpas e o julgamento continuou, com mais questões prévias. Aliás, o dia de ontem foi apenas reservado, das 10h30 às 15h30, para apresentação de questões prévias, tendo o dia de hoje sido marcado para a audição dos quatro réus presentes.

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