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Quarta, 10 Novembro 2021 11:54

Deputado Sampaio Mucanda considera fictício e sem impacto nas populações o OGE para 2022

O deputado à Assembleia Nacional, Sampaio Mucanda, considerou a discussão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico de 2022, um exercício quase teatral para aprovação de um OGE fictício, que não tem impacto na vida das populações.

Na sua intervenção, em sede de discussão do referido diploma, o deputado da oposição angolana disse que, subindo ou não o preço do barril de petróleo no mercado internacional as populações continuam na miséria.

Sampaio Mucanda, observou que quando o preço do barril de petróleo fica abaixo do previsto, o Chefe do Executivo manda rever OGE, mas quando fica acima, não se justifica o diferencial e a situação económica do País continua crítica como se não houvesse excedente, que habitualmente desaparece à luz da filosofia do cabrito come onde está amarrado.

"Infelizmente muitas obras que voltaram a constar neste OGE nunca terminam outras nunca arrancam, só para citar alguns exemplos:
As estradas Moçâmedes/Lucira/Benguela, Bibala/Lola, Bibala/Caitou/Camucuio, Baia das Pipas, que sempre constam nos OGEs até hoje as obras não foram concluídas", denunciou Deputado Mucanda.

Apontou ainda para a obra da estrada Moçâmedes/Virei que está paralisada, pois, o empreteiro recebeu uma parte do dinheiro que não foi suficiente para dar sequência da execução da mesma e o resto do dinheiro ficou com governantes candongueiros deste País.

Segundo ainda o deputado, a manutenção da estrada nacional Moçâmedes/Lubango vem sempre a constar nos OGEs, infelizmente até hoje as obras não arrancam, "aliás, até parece que o governo provincial ou central assinou um contracto com as populações locais para taparem os buracos em troca de pães colocando assim em risco suas vidas".

Este, conforme Mucanda é mais um orçamento utópico de um executivo incompetente de resolver os problemas básicos das populações, num país em suicídio do Estado democrático de direito onde o bureau político do MPLA e o seu presidente instrumentalizam o Tribunal Constitucional para perseguir e bloquear politicamente Adalberto Costa Júnior e Abel Chivukuvuku.

"A nossa geração não deve falhar e é desta vez que o MPLA irá para oposição para aprender como se governa bem uma sociedade", apelou.

Fez igualmente saber que o Sul de Angola é rico em recursos hidrográficos, pois, tem rios permanentes e sazonais, que com políticas públicas pragmáticas viradas para a construção de barragens de retenção de água para desenvolver a agricultura, acabar-se-ia com o problema da fome, porque a política assistencialista do executivo apenas transforma o povo Sul de Angola em mendigo.

"Perante esta situação da fome na Região Sul concordo com a CEAST, que pede ao executivo que se decrete o estado de emergência no Sul de Angola, porque há pessoas a morrerem de fome e o executivo parece a encarar a situação de ânimo leve", disse.

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