Angola tem registado ao longo dos últimos 10 anos a agudização das convulsões sociais por força do agravamento da fome e da pobreza que graça o povo, e analistas dizem que o Executivo deve abordar as raízes e não simplesmente agredir os manifestantes.
A Amnistia Portugal considerou hoje um “abuso de poder do Estado” angolano ao não permitir a entrada de deputados e ativistas na vila mineira de Cafunfo, na Lunda Norte, onde a polícia matou pelo menos seis manifestantes há uma semana.
Ativistas disseram que a polícia angolana deteve, esta madrugada, André Candala, catequista e morador em Cafunfo, que denunciou a “morte de inocentes” na semana passada durante uma tentativa de manifestação que o Governo classificou como “ato de rebelião”.
A acusação sustenta que Carlos São Vicente foi diretor de riscos da Sonangol até 2016, circunstância que o ajudou a praticar atos ilícitos. Documentos mostram que abandonou o cargo em 2005 e quis vender a seguradora AAA à petrolífera.
Os sobas da zona de Cafunfo pedem calma à população, depois da violência ocorrida no sábado e que resultou em vários mortos, e afirmam que há estrangeiros envolvidos nos incidentes.
Em reacção aos recentes e pesados acontecimentos registados em Cafunfo, Lunda Norte, a 30 de Janeiro último, o ministro da Justiça, Francisco Queiroz, disse à imprensa que, ninguém deve aspirar chegar ao poder senão pela via eleitoral.
Montepio tinha interposto um recurso na Relação contra o arresto de bens de Isabel dos Santos por considerar que tem direitos sobre uma parte dos bens arrestados, por estes terem sido dados como garantia de um empréstimo de 40 milhões de euros. Tribunal da Relação deu razão ao banco, arresto terá de ser de novo reapreciado