Os advogados do caso Lussati queixaram-se hoje de “falta de imparcialidade” do tribunal no seu tratamento com o Ministério Público (MP) angolano e ponderam abandonar a sessão de sexta-feira, após protestos em bloco no segundo dia de julgamento.
Pouco mais de seis meses depois dos Estados Unidos terem acusado o antigo ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência de Angola Manuel Helder Vieira Dias Junior “Kopelipa” e o antigo chefe do Serviço de Comunicação do Governo Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” de desvio de biliões de dólares do Governo angolano não há qualquer indício de que a Procuradoria Geral da República (PGR) angolana esteja a planear qualquer acção contra eles.
O Ministério Público (MP) angolano disse hoje que a presença de atuais e ex-governantes no julgamento do caso Lussati “por agora se afigura impertinente”, face à prova produzida, e que não houve leilão dos bens apreendidos nos autos.
Advogados querem em tribunal atual e ex-ministra das Finanças e presidente do Tribunal de Contas para provar alegado desfalque. E questionam coincidência do início do julgamento com o aproximar das eleições em Angola.
Depois de o Sindicato Nacional de Empregados Bancários (SNEBA) anunciar a expectativa de que o Grupo Carrinho Empreendimentos, novo proprietário do Banco de Comércio e Indústria (BCI), mantivesse o emprego dos funcionários para não agravar os níveis de desemprego na classe.
A antiga deputada do MPLA e filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, Welwitschea José dos Santos, mais conhecida como Tchizé dos Santos, diz ter sido informada sobre a retirada da sua segurança pessoal a mando da Presidência da República.
O vice-procurador-geral da República (PGR) angolano, Mota Liz, disse hoje que denúncias de alegados desvios de fundos públicos por parte da presidente do Tribunal de Contas angolano “é matéria específica da PGR” e não entrou em detalhes.