A defesa dos 17 ativistas condenados pelo tribunal de Luanda até oito anos e meio de prisão insurgiu-se hoje contra o facto de o `habeas corpus` interposto a 1 de abril ainda não ter sido despachado pela primeira instância.
O ativista angolano Nuno Dala, há 34 dias em greve de fome, disse hoje que vai continuar o protesto até que lhe sejam devolvidos alguns bens confiscados.
Director-geral dos Serviços Prisionais justificou o acto com a necessidade do Tribunal Supremo necessitar dos computadores.
A polícia de Luanda impediu que se realizasse na tarde deste sábado uma marcha de solidariedade com os 17 activistas condenados no final de Março por crimes de “actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores”. A concentração estava agendada para o meio da manhã, no Largo Primeiro de Maio, disseram activistas ao PÚBLICO, mas a polícia montou cordões de segurança que travaram os movimentos dos manifestantes.
“Luaty Beirão lutou e eu junto-me a ele. Naturalmente, esta é uma luta laboral e não política”, diz à Renascença o dirigente do Sindicato da Construção de Portugal.
Empresários falidos com a crise julgaram ter encontrado uma saída para a sua desgraça falsificando milhões de dólares, que chegariam a Luanda por mala diplomática. O golpe correu mal
O presidente do Tribunal Constitucional de Angola, Rui Ferreira, disse hoje à Lusa que o processo que conduziu à recente condenação de 17 ativistas no seu país, apenas agora começou.