Um grupo de cinco gestores e colaboradores do Banco Yetu está a ser acusado de desviar mais de 475 milhões de kwanzas da conta da Sonangol, num esquema fraudulento que, segundo denúncias, expõe fragilidades graves no sistema bancário angolano.
Entre 28 e 30 de Julho, Luanda viveu protestos violentos contra o aumento do preço dos combustíveis, que resultaram em 30 mortos, mais de 200 feridos e 1.500 detenções. A tensão social pode estar ligada a um dado preocupante para investigadores, segundo o Instituto Nacional de Estatística, cerca de um milhão de jovens na capital, e três milhões em todo o país, não estudam nem trabalham.
Os dois russos e dois angolanos, entre eles um jornalista e um militante da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), foram detidos este mês pelas autoridades angolanas, acusados de crimes de terrorismo, financiamento ao terrorismo, associação criminosa e falsificação de documentos.
Pedro "Mavinga", líder associativista dos táxis em Angola, foi libertado após detenção ilegal. Está debilitado e traumatizado. Advogado denuncia falhas jurídicas e prepara "habeas corpus" para os restantes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, ontem, em Luanda, que a modernização da justiça angolana depende da aplicação de métodos científicos de investigação, capazes de fortalecer a busca da verdade processual sem violar direitos fundamentais.
A Sonangol financiou com 35 milhões de dólares a Alfort Petroleum, empresa privada liderada por Gianni Policarpo Gaspar Martins, filho do presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal, Sebastião Pai Querido Gaspar Martins.
O empresário angolano do entretenimento Henrique Miguel "Riquinho”, que promete distribuir 500 viaturas aos taxistas para os tornar novos patrões do transporte urbano, nega que os meios são pagos pelo Governo do MPLA.