A escassez de água em Luanda tornou apetecível o negócio dos camiões-cisterna que chegam a cobrar até 60 euros (60.000 kwanzas) por 20.000 litros, mais do dobro do preço anterior.
A província de Luanda conta atualmente com um défice diário de 1,2 milhões de metros cúbicos de água, o dobro da atual produção, para responder a necessidade de consumo dos 10 milhões de habitantes, foi hoje anunciado.
Dez milhões de cidadãos na província de Luanda vão beneficiar de água canalizada, depois de concluídos os projectos Bita e Quilonga em 2027, garantiu esta terça-feira o Presidente da República, João Lourenço.
Com os investimentos que estão a ser realizados no quadro de acções relacionadas com a melhoria do acesso à água potável, espera-se que 70 por cento da população angolana tenha acesso ao precioso líquido até 2027.
A província de Luanda regista há quase um mês restrições no abastecimento de água, devido às fortes chuvas que afetam o sistema de captação, alterando também a cor deste líquido, disse hoje à Lusa fonte da empresa distribuidora.