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Quarta, 05 Janeiro 2022 10:09

Médicos angolanos apoiam vacinação de crianças e dizem que benefícios reduzem riscos da Covid-19

A Associação Médica Angolana (ASMEA), diz que tem acompanhado com bastante preocupação a quantidade de notícias falsas e de origens duvidosas que circulam nas redes sociais, sobre a vacinação em crianças, adiantando que tais afirmações não têm evidências científicas.

Em uma nota pública, a ASMEA, refere que as mesmas informações apresentam dados falsos que não representam a realidade, ao mesmo tempo que negam e/ou distorcem fontes confiáveis, falsificando a verdade em baseando-se em teorias de conspiração, quando há mesmo quem diz "é vírus de laboratório, cujo objectivo é colocar chips e controlar as pessoas e etc,".

A Associação assegura que vários estudos feitos por agências internacionais de renome tais como o CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA), EMA (Agência Europeia de Medicamentos) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Brasil) apontam que os benefícios das vacinas superam os riscos da doença tanto em crianças como em adultos e que os imunizantes que receberam aprovação de rigorosas autoridades regulatórias são seguros e eficazes na redução de hospitalização mortes em crianças.

"Dentre as vacinas com aceitação internacional para uso em crianças temos:
• Pfizer: 5-11 anos (União Europeia, Estados Unidos e Brasil)
• Moderna: 12-17 anos (União Europeia)
• CoronaVac 3-11 anos (China)

Tal como informou o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) (Crianças que não foram vacinadas e são contaminadas pelo coronavirus também correm o risco de ficar hospitalizadas, ter síndrome inflamatória multissistêmica, desenvolver complicações de longo prazo e até mesmo morrer)", lê-se na nota.

Por último, a ASMEA aproveitou também a ocasião para incentivar tanto aos colegas profissionais de saúde bem como a população em geral, a sempre verificar a veracidade e as fontes de qualquer informação antes de partilhá-la.

De salientar que, a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, desdramatizou também informações postas a circular nas redes sociais sobre a vacinação de crianças, tendo garantido que Angola respeita as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as experiências das entidades reguladoras.

"Temos autoridades europeias, asiáticas que continuam a recomendar a vacinação de crianças, até há países que já estão a vacinar crianças com 5 anos. Os benefícios são grandes e nós temos que ir por esta via, continuamos a respeitar a Organização Mundial da Saúde, mas nós temos que olhar também para as experiências e benefícios que outros países tiveram", argumentou.

Ainda assim, pouco depois o pastor da Igreja Pentecostal, Sadrak Manuel Lufuankenda, pediu ao Presidente da República de Angola, João Lourenço, o mais alto mandatário da Nação, que interfira nas decisões da Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, quanto a medida de impedimento dos pré-adolescentes e adolescentes a escola por falta cartão de vacina.

De com Lufuankenda, a decisão de vacinar as crianças devia ser opcional, até porque a decisão de vacinar aos filhos pertence aos pais.

"O mundo beira a ditadura da vacina com as crianças, que vejo ser uma medida que até países que foram feridos terrivelmente ainda nem aderiram, por haver muito em causa", observou.

Assim, espera que seu apelo conheça atenção, salientando que essa medida é desmedida e carece de estudos e análises, pois, ditar tal acto seria ofensivo às famílias e constrangimentos aos pais.

"Peço que se reveja", precisou.

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