Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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Quinta, 17 Setembro 2020 11:46

Activista baleado no Uíge tem alta hoje e diz que homem forte não morre no hospital

O activista cívico, Jorge Kisseque, atingido com 7 disparos, por indivíduos não identificados, até hoje, tem alta médica do Hospital Provincial do Uíge, nesta quinta-feira e expressou a sua profunda gratidão pelo apoio incondicional que teve, por parte da juventude angolana, soube Angola24Horas.

Jorge Kisseque, internado há quase um mês, isto é, a 28 de Agosto último, precisou de balões de soro, além do material necessário para a sua operação que foi um sucesso, devendo por isso reconhecer o apoio e participação activa que os angolanos tiveram para com este durante estes dias de vales, segundo tem informado o mesmo para Angola24Horas.

Nesta manhã de quinta-feira, 17, justo no dia do Herói Nacional, informação que chegou à nossa redacção, dá conta de que o activista cívico estará de regresso à casa, de onde dará continuidade ao tratamento, quando o pior já tenha passado.

"Homem forte não morre na cama do hospital, mas sim na luta. Hoje irei para casa, avisem já ao Governo assassino que o meu Deus é maior", escreveu o activista cívico.

Jorge Kisseque, baleado numa sexta-feira, 28, de Agosto, quando este fazia serviço de táxi intermunicipal naquela região, usando as redes sociais, no dia seguinte, explicou que teria sido morto por ordens de altos funcionários do Estado, nomeadamente Sérgio Luther Rescova, governador do Uíge e o Comandante-geral da PNA naquela região.

"Boa tarde família angolana, é só para actualizar que estou fora do perigo depois de levar 7 tiros na perna, Deus todo poderoso está operar maravilhas na minha vida, a minha morte foi encomendada pelo Comandante Provincial da polícia do Uíge e o governador Sérgio Luther Rescova", escreveu o activista.

Para justificar a acção, o activista avançou que tudo foi arquitectado por causa de uma manifestação que este poderia realizar, no sábado dia 29, naquela província, situação que o colocara, no entanto, segundo escreveu, a necessitar de ajuda de todos angolanos e da comunidade internacional.

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