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Quarta, 28 Agosto 2019 19:21

Pilotos da TAAG exigem melhoria salarial para travar fuga

Os pilotos da companhia nacional de bandeira - TAAG estão a exigir melhores condições sociais e salários compatíveis à complexidade da sua actividade e da aviação, no geral, para se evitar o êxodo destes profissionais para outras congéneres angolanas e estrangeiras.

A exigência consta de um manifesto do Sindicato dos Pilotos de Linha Aérea (SPLA) chegado hoje à Angop, revelando que por causa também de sucessivos incumprimentos de vários Acordos, por parte da empresa, desde 2011 esta transportadora perdeu 12 profissionais.

“(…..) Todos estes, entre co-pilotos e comandantes jovens, chegaram à companhia sem experiência. E este ano, mais de dez pilotos já fizeram entrevistas em operadoras internacionais com sucesso, e aguardam pelas chamadas para abandonar a TAAG”, refere a nota.

Por estes motivos, os sindicalistas da companhia impõem condições sociais que garantam a estabilidade psico-emocional dos pilotos, aumento salarial, justas ajudas de custo para viagens internacionais, valorização e equidade remuneratória entre profissionais com as mesmas funções.

Alegam pretender, com esta posição, pôr termo ao êxodo de quadros nacionais formados pela TAAG, nos mais elevados padrões técnico-operacionais, numa altura em que um número significativo de pilotos se aproxima aos 65 anos de idade (limite de voo imposto por lei).

O SPLA obriga a operadora a cumprir os entendimentos previamente acordados e mostre abertura para o encerramento dos pontos em aberto nos sucessivos cadernos reivindicativos, de modo a celebrar-se um “Acordo Laboral” que defina os direitos e deveres das partes.

Todavia, o Sindicato, liderado pelo comandante Pedro Agostinho Neto, informa ter recebido uma proposta da Administração da TAAG, a qual respondeu, manifestando disponibilidade imediata para negociações directas para fechar o referido diferendo que se arrasta há mais de sete anos.

Sobre esse assunto, o presidente da Comissão Executiva da companhia angolana de bandeira, Rui Carreira, admitiu, no princípio deste mês, que Pilotos, assistentes de bordo e técnicos de manutenção ponderam entrar em greve, de dez dias, a partir de 5 de Setembro próximo.

“Houve sim, oficialmente, uma declaração de greve, com uma data estabelecida e um prazo de dez dias. Mas acredito que nós e o sindicato vamos chegar a um bom termo”, afirmara à imprensa o responsável por ocasião de um “café conferência".

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