O juiz que preside o julgamento do chamado “caso dos 500 milhões", em que o antigo presidente do Fundo Soberano de Angola (FSA), José Filomeno dos Santos, o ex-governador do Banco Nacional de Angola (BNA) e mais dois arguidos são acusados de branqueamento de capitais e peculato, determinou que o antigo Chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos seja ouvido como declarante.
O advogado de “Zenu” dos Santos, que está a ser julgado pela alegada transferência irregular de 500 milhões de dólares, responsabilizou o Banco Nacional de Angola (BNA) pelo ilícito e afirmou que a investigação ignorou pistas sobre a instituição.
O Tribunal Supremo (TS) anuiu ao requerimento da defesa dos réus envolvidos no "Caso USD 500 milhões", para arrolar como declarante o ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
A justiça angolana recebe, em média, 30 denúncias diárias de funcionários ou utentes dos serviços, relativas a extorsão, peculato, morosidade na tramitação de processos, comportamentos indecorosos no local de trabalho, conflitos de interesse e nepotismo.
O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos angolano disse hoje, em Luanda, que a corrupção em Angola tem a sua génese no período colonial português, uma fase que causou mais prejuízos ao país do que após a independência.
O activista e jornalista angolano Rafael Marque disse hoje, em Luanda, que o MPLA, partido no poder, deve dar o exemplo na justiça e começar a instigar os seus membros com processos judiciais a suspenderem os mandatos.
A defesa do ex-governador do Banco Nacional de Angola, que começou hoje a ser julgado por uma alegada transferência irregular de 500 milhões de dólares, quer ouvir o ex-Presidente, José Eduardo dos Santos, para apurar se orientou a operação.