Quinta, 11 de Agosto de 2022
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Sexta, 05 Agosto 2022 23:53

Marcolino Moco acusa PR de se ter desviado da palavra de ordem para se dedicar à perseguição selectiva

O antigo Secretário Geral do MPLA, Marcolino Moco, disse esta sexta-feira, 05 de Agosto que não pode ser o culpado pelos erros de palmatória "cometidos" dentro do partido no poder, explicando o fio lógico das suas posições, durante esta campanha eleitoral, segundo constatou Angola24horas.

De acordo com Marcolino Moco, nos últimos dias, em face da percepção, muito clara, de que se os mecanismos de fraude não funcionarem, os resultados eleitorais serão muito maus para o MPLA/JLO, a favor da UNITA/ACJ (FPU), tenta-se vender a ideia, junto de algumas hostes do "alarmado partido dos camaradas", de que as suas opiniões, estarão a contribuir para a deterioração da situação.

Disse também que para isso, há todo um cuidado de desenquadrar as suas declarações actuais, que estão coerente e perfeitamente articuladas a todos os alertas que foi fazendo, desde que o Presidente João Lourenço, desembaraçado de José Eduardo do comando do MPLA, se desviou da palavra de ordem "melhorar o que está bem e corrigir o que está mal".

Moco afirma que é este desvio, que dividiu "lourencistas" de "eduardistas" e que desprezou, completamente, as tarefas de "continuidade do Estado", para se dedicar à perseguição selectiva e descarada de afectos a JES (e a pelo menos um de Agostinho Neto, para a fotografia não ficar tão feia) que esfrangalhou o pouco que havia de bom, no consulado de JES.

"Eu não posso ser "o culpado" por todos esses erros de palmatória, dentro de uma organização de que me afastei desde 2009, por incompatibilidade insanável do rumo escolhido e consagrado na actual constituição, a de 2010, e que se pretende manter e, eventualmente, ser mais tarde (putinizada)", referiu.

Lendo, com calma, as minhas intervenções, observou, vai-se ver que elas não se preocupam com as eleições em si, sobre quem as deve ou não ganhar. "O meu ponto é aquele que levei para o Congresso da Nação. Que a partir de uma certa altura, independentemente de quem esteja a governar, os angolanos e estrangeiros desejosos de trabalhar e ou viver em Angola, não se sintam mais aterrorizados em períodos eleitorais", frisou.

"Assim memo é male?, questionou, adiantando que neste momento há muita gente a sair de Angola ou no mínimo, muito preocupada com o que poderá acontecer nesta "quadra infestiva". Assim memo tá bom?", E haverá alguém a dizer que é por culpa das minhas intervenções?", questionou.

Marcolino Moco, mostra-se disponível para discutir isso com quem quiser, até mesmo com um discípulo do seu parente Malavoloneke, que o chamou de "prostituto político".

Por ultimo, desafiou à procurar, através da -Google- sua carta aberta ao Secretário Geral do MPLA, de 24 de Novembro de 2009. "Tudo se mantem actual, excepto a recuperação da minha amizade com o grande General Dino Matross e com minha querida irmã mais nova Joana Lina)", confirmou.

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