O acordo judicial, na conclusão de um inquérito que durava há dois anos e meio, prevê que a SBM Offshore desembolse perto de 240 milhões de dólares de penalização. Ao anunciar o acordo, a procuradoria holandesa afirma que os pagamentos constituíram “subornos”.
A identidade dos governantes que terão recebido estas “luvas” não foi divulgada. Estes, segundo a acusação, terão sido os destinatários de parte considerável dos 200 milhões de dólares que os comerciais da SBM receberam em comissões.
Em Angola, um agente da SBM terá recebido perto de 18,8 milhões de dólares, usados para comprar um carro, imóveis e propinas escolares, segundo a acusação. Ao todo, os agentes neste país receberam perto de 22,7 milhões de dólares usados para pagar “viagens e estudos a um ou mais membros do governo angolano e seus parentes”, adianta.
A Justiça brasileira informou a holandesa que também no Brasil houve pagamentos de comerciais para governantes. Na Guiné Equatorial os pagamentos foram feitos com “conhecimento de empregados da SBM Offshore, incluindo um membro do conselho de administração”
AM

