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Quinta, 09 Fevereiro 2023 09:36

Parlamento: Policia angolana nega envolvimento no tráfico de drogas

O Ministério do Interior (MININT) rejeitou, esta quarta-feira, em Luanda, depois de a UNITA ter manifestado o desejo de ouvir o PGR e o ministro do Interior por causa de alegados escândalos de tráfico de drogas.

Durante um encontro, à porta fechada, com os deputados à Assembleia Nacional, o comissário Orlando Bernardo, director nacional de Segurança Pública da Polícia Nacional, negou o envolvimento de altas patentes da Polícia Nacional no tráfico de droga como tem sido propalado nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social

A 2ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, encarregue pelos assuntos da Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, realizou, ontem, à porta fechada, uma audição parlamentar ao Ministério do Interior sobre matérias ligadas à segurança nacional que preocupam a sociedade angolana, com destaque para as questões de tráfico de droga, tráfico de seres humanos, venda ilegal de combustível, imigração ilegal, crimes cibernéticos, entre outras.

De acordo com dados da reunião, à que OPAIS teve acesso, na ocasião, o comissário Orlando Bernardo, director nacional de Segurança Pública da Polícia Nacional, negou o envolvimento de altas patentes da Polícia Nacional no tráfico de droga. 

Orlando Bernardo adiantou que há, na verdade, um procedimento que se deve fazer e ter alguma cautela quando são levantadas questões do género, frisando que os deputados foram esclarecidos sobre estes factos.

Combate ao tráfico de drogas

O comissário Orlando Bernardo precisou que os órgãos do Ministério do Interior estão neste momento numa grande campanha de combate ao tráfico de drogas.

Em 2022, adiantou, houve um aumento exponencial no combate ao tráfico de drogas, factor que, frisou, tenha, provavelmente, provocado alguns anti-corpos que se traduziram em denúncias falsas.

Por sua vez, o deputado Pedro Neto, do MPLA, afecto à segunda comissão da Assembleia Nacional que trata das questões de Segurança, Defesa, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, notou que tiverem a oportunidade de expor às preocupações vindas da sociedade e que mereceram as respostas adequadas da parte do Ministério do Interior.

Em relação ao suposto envolvimento dos efectivos do MININT no tráfico de drogas, o deputado fez saber que a audição parlamentar serviu para se esclarecer os factos.

O deputado explicou que dos esclarecimentos feitos trazem à liçâo de que "nem tudo aquilo que se diz nas redes sociais tem verdade suficiente (...)".

Contudo, assinalou que o exercício serve para que o próprio Ministério do Interior desenvolva uma actividade profunda para que se encontrem soluções adequadas para questões relacionadas com o tráfico ou contrabando.

Por seu turno, o deputado Joaquim Nafoia, da UNITA, considerou a audição satisfatória. "Ouvimos o Ministro do Interior e a sua equipa e as perguntas que colocamos foram respondidas sem reservas e sem filtros", asseverou.

Para o parlamentar, no caso em concreto, houve um défice de comunicação, aconselhando ao Ministério do Interior a prestar os esclarecimentos que se impõem à opinião pública.

Na sua óptica, se o Ministério do Interior prestasse, ao público, um esclarecimento condicente não haveria este alarme."Um caso deste não se pode resumir com um comunicado lacónico", reforçou. C/O PAIS

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