Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Sexta, 10 Julho 2020 17:35

MPLA e UNITA deviam ser extintos - Pick Ngudiakage

Angola precisa de um grupo politico que não tenha ligações com a guerra, disse o rapper e activista angolano Pick Ngudiakage.

Falando no programa “Angola Fala Só” Ngudiakage disse que tanto a UNITA como o MPLA “estão comprometidos com o que prejudicou o país ao longo dos anos”. “Deveriam ser extintos” disse,acrescentando por outro lado que a CASA CE é uma oganização “fragilizada” pelo “golpe” que mudou a liderança..

“Precisamos de um grupo que não tivesse compromisso com as guerras do passado”,disse.  Para o rapper e activista a mudança de presidente em Angola não resultou em mudanças positivas. “Nos últimos três anos a situação não mudou nada, pelo contrário piorou”, afirmou acrescentando que na sua opinião a situação social e económica vai continuar a deteriorar-se.

“As pessoas que nos governam infelizmente não reconhecem as necessidades do país porque não conhecem a dimensão dos problemas do povo e por isso não connhecem o país”, disse.

Interrogado sobre o combate à corrupção Ngudiakage disse que “não se pode combater a corrupção sem extinguir o partido no poder”. “É o partido no poder que tem dado vida à corrupção”, afirmou o activista que disse que em Angola são os políticos que continuam a dominar a vida empresarial. “Como é que se quer combater a corrupção se não se consegue separar o comerciante do govenante?”, interrogou.

Questionado sobre a maior liberdade de expressão que existe em Angola desde a subida ao poder de João Lourenço, Pick Ngudiakage disse que não se pode olhar para isso “como uma concessão mas sim como uma conquista”.

“Essa liberdade foi conseguida à custa do sangue de muitos angolanos”, disse.

Ngudiakage apoiou a realização de eleições autárquicas como meio de descentralização de poder mas disse que isso não vai ver ser prioridade do partido no poder. “Se o MPLA descentralizar perde a força que continua a ter”, disse avisando que mesmo com a descentralização tem que haver controlo dos autarcas. “Temos que descentralizar e criar forças de pressão para supervisionar os autarcas”, disse. VOA

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