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Segunda, 29 Junho 2020 14:19

Covid-19: Empresário israelita contratado pelo Estado cobra mais de 180 mil por cada teste

O empresário israelita, Haim Taib, que desde o início da pandemia tem beneficiado de vários contratos directos do Estado, vai ficar com o monopólio dos testes da COVID-19, efectuados no sector privado por aqueles que desejam viajar ou regressem ao país, a partir de 30 de junho, altura indicada para a reabertura do espaço aéreo.

O Confindence News apurou de fonte abalizada no assunto, que o governo não vai recuar da sua decisão tomada há dias, por considerar que Haim Taib é o empresário melhor posicionado para o efeito.

Na linha da frente para gerir o negócio, estará a clínica Luanda Medical Centre que dispõem de duas unidades em Luanda, uma na baixa da cidade e outra em Talatona, que está a cobrar 185.500 kwanzas por teste.

Vozes da sociedade têm mostrado receios com a atitude do governo, que pode afugentar o povo. “O teste da COVID não pode ser um negócio para privados”, alertou o jornalista Graça Campos numa estação radiofónica de Luanda, recentemente.

“Sabemos como funciona o nosso mercado, a nossa economia. É uma economia sem regras”, referiu, acrescentando que vai ser um descalabro porque a maior parte das pessoas não vai ter capacidade para suportar as despesas.

O jornalista solicitou ao governo que os testes fiquem sob alçada dos hospitais públicos sem nenhum custo para o cidadão, pois, afirmou, é única forma das pessoas aderirem “macissamente aos testes”.

Actualmente, um teste em Angola, está a custar quase duzentos mil kwanzas.

No Facebook, o Presidente da Comissão Executiva do banco BAI, Luís Filipe Lelis, lamentou os elevados preços aplicados para se fazer o teste diagnóstico para à COVID-19.

Enquanto membro da sociedade civil, escreveu, “não posso ficar a observar e simplesmente ficar calado perante eminente acção de especulação que se preparam para praticar”.

“Informo que tenho informação fidedigna de que o custo unitário dos testes rápidos WONDFO COVID-19 e dos respectivos kits de recolha. O custo total é de €10 (dez euros) (FOB Shanghai)”.

Esclareceu, que “mesmo que eventualmente se incluam mais €10 (dez euros) para despesas de transportação e desalfandegamento e mais €20 (vinte euros) para obter os resultados e outros €40 (quarenta euros) para a consulta o total será de €80”.

“Cobrar €460 (Kz 275.000) para fazer testes é imoral e quem sabe mesmo criminoso”, desabafou.

Empresário equipou o novo centro para tratamento de doentes com coronavírus

O novo centro para tratamento de doentes com coronavírus, inaugurado recentemente pelo Presidente da República, foi equipado pelo influente empresário israelita Haim Taib.

A nova unidade especializada é fruto de um investimento da petrolífera estatal Sonangol, de três mil milhões de kwanzas (4,5 milhões de euros), localizada no município de Viana, em Luanda.

A infra-estrutura é uma extensão da clínica Girassol, tem capacidade para 91 camas, 30 das quais para doentes em estado crítico.

Taib é um empresário que detém vários investimentos em Angola e tem fortes ligações com políticos desde o tempo de José Eduardo dos Santos. Neste período de pandemia, já forneceu vários serviços ao Ministério da Saúde, incluindo testes de COVID-19 e material de biossegurança.

Segundo fontes do Mercado, é o empresário com maior influência junto da Comissão Interministerial de combate ao COVID-19.

Desde que a COVID-19 afectou Angola, o empresário Taib já facturou com a prestação de serviços ao governo, cerca de 20 milhões USD.

No entanto, vários empresários desconfiam que o empresário israelita esteja a ser usado apenas pelos membros influentes da comissão interministerial para lavar dinheiro.

Num momento em que no mundo inteiro empresários mobilizam fundos privados para doarem aos governos para combater a pandemia, em Angola, um pequeno grupo de empresários ligadas à elite política, continua a fazer milhões a custa deste mal que afectou o mundo.

Contrariamente ao que vem dizendo reiteradas vezes João Lourenço, as práticas do governo de JES continuam presentes e bem patentes.

Dos seus negócios destacam-se na saúde, o Luanda Medical Center, Yapama e outros no ramo das telecomunicações, fornecendo ao Estado sistemas de vigilância activa para forças militares e serviços de informações, através de uma outra empresa, a Geodata.

É responsável pelos projectos Aldeia Nova e Aquafish (de pescas) e ainda no sector das água e saneamento, opera através da empresa Owini, parceira do Ministério da Energia e Águas.

Haim Taib, é presidente do grupo Mitrelli criando no princípio da década de 2000, que teve como actividade principal, fornecer equipamentos de segurança aos serviços de inteligência de Angola. Segundo a Confidence News.

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