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Segunda, 25 Setembro 2017 17:22

Governo Angolano diz na ONU que eleições mostram "gradual consolidação da democracia"

Angola defendeu hoje nas Nações Unidas que a "pacificação do país foi definitivamente alcançada" e a "gradual consolidação da democracia é um facto", após a realização das eleições gerais, em que foi eleito um novo Presidente, João Lourenço.

Angola "tem estado estável e a pacificação do país foi definitivamente alcançada", defendeu hoje o embaixador angolano junto da ONU, Ismael Martins, na 72.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da organização, em Nova Iorque.

Na sua intervenção, o diplomata recordou que Angola realizou a 23 de agosto "as suas terceiras eleições gerais em tempo de paz" e que decorreram "num clima de tranquilidade, respeito pelas diferenças e elevada civilidade, o que mostra a estabilidade em que o país vive e a que a gradual consolidação de democracia é um facto".

As prioridades do novo Governo, liderado por João Lourenço (MPLA), que toma posse esta terça-feira, "serão focadas no desenvolvimento económico, com particular atenção no combate à pobreza, na redução das desigualdades, no combate ao desemprego, na melhoria das insuficiências de governação e dos indicadores de desenvolvimento como uma condição 'sine qua non' para construir uma sociedade próspera e democrática", destacou.

No seu discurso, o embaixador angolano falou também da organização e referiu-se ao secretário-geral da ONU: "O sucesso de António Guterres é o nosso sucesso", declarou.

"Precisamos de uma organização capaz de promover a paz e a segurança, capaz de atuar rapidamente e com eficácia", sustentou, elencando o combate ao terrorismo como uma das áreas prioritárias.

Ismael Martins reiterou a posição de Angola sobre a necessidade de reformar o Conselho de Segurança, "de forma a refletir a realidade do mundo contemporâneo".

"A sua composição atual está ultrapassada e deve ser reformada urgentemente. Em linha com a posição africana, Angola reitera a necessidade de aumentar o número de membros permanentes para garantir um equilíbrio geográfico justo", afirmou.

"É injusto que o continente africano, que representa quase 40 por cento dos Estados-membros da ONU, não esteja representado entre os membros permanentes no principal órgão responsável pela manutenção da paz e segurança no mundo", considerou o diplomata angolano.

Acentuando o compromisso de Luanda para com "a promoção e proteção dos direitos humanos", Ismael Martins pediu o apoio dos restantes países da ONU na sua candidatura ao Conselho de Direitos Humanos, cuja eleição decorre em outubro.

Angola frisou ainda o seu compromisso para com o multilateralismo, o cumprimento da agenda dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ('Agenda 2030') e as recomendações do Acordo de Paris sobre alterações climáticas.

Sobre a situação internacional, o representante angolano classificou como "uma ameaça muito séria para a paz e segurança internacionais" a tensão atual na península coreana, apelando para uma solução diplomática e respeito às leis internacionais sobre armamento.

Luanda advogou ainda o levantamento total do embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba e a solução dos Estados de Israel e Palestina para terminar o conflito no Médio Oriente.

O diplomata disse também que Luanda está "confiante e expectante" na resolução da crise política da Guiné-Bissau, outro país lusófono que também integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tal como Portugal.

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