Quarta, 05 de Agosto de 2020
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Terça, 07 Julho 2020 13:22

Covid-19: João Lourenço e outros dirigentes do MPLA vão ser testados após caso positivo

Cerca de 50 membros do Bureau Político do MPLA, no poder em Angola, incluindo o Presidente, João Lourenço, vão ser testados à covid-19, após um caso positivo num dirigente que participou na última reunião da cúpula do partido.

Segundo o porta-voz do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), Albino Carlos, foi confirmado um caso de covid-19 entre um membro do Bureau Político que esteve presente na reunião do passado dia 30 de junho, onde esteve também o presidente do partido e chefe do executivo angolano, João Lourenço.

Albino Carlos adiantou que o político em causa, cujo nome se escusou a revelar, testou positivo à covid-19 no âmbito de uma testagem “em decorrência de uma visita que iria fazer a uma província, por força maior”.

Tendo em conta o resultado, “como medida de saúde pública, e seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e da Organização Mundial de Saúde há necessidade de fazer um rastreio de todos os contactos”, explicou, indicando que todos os membros da cúpula do MPLA que participaram na reunião vão fazer hoje o teste “para confirmar se estão infetados" e procurar "cortar a cadeia de transmissão”.

O órgão máximo do MPLA tem 72 membros, mas estiveram presentes na reunião menos de 50 pessoas, para cumprir o distanciamento social e as regras do estado de calamidade, segundo Albino Carlos.

Os membros do Bureau Político que se encontram fora de Luanda, província que está sob cerca sanitária, participaram através de videoconferência.

Segundo o porta-voz do MPLA, o partido vai continuar a realizar as suas atividades dentro “do novo normal”, seguindo as recomendações sanitárias.

“Não vamos alterar em função deste caso, estamos a viver um novo normal com a pandemia de covid-19, mas vamos continuar a fazer as nossas atividades políticas. Queremos enfrentar e vencer os desafios eleitorais”, destacou Albino Carlos, realçando que estão a ser privilegiadas também as novas tecnologias e a comunicação à distância.

Angola registou até segunda-feira 353 casos da doença, dos quais 19 resultaram em óbito, e soma quase 70 casos sem vínculo epidemiológico estabelecido, aproximando-se da transmissão comunitária.

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