Domingo, 31 de Mai de 2020
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Sexta, 27 Março 2020 15:08

Covid-19: Governo angolano adia sem data retirada dos subsídios aos combustíveis

O Governo angolano adiou, sem data, a retirada de subsídios aos combustíveis, cuja implementação estava prevista para o segundo semestre deste ano.

Segundo a ministra das finanças de Angola, que falava à imprensa no final da reunião de Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente angolano, João Lourenço, "o momento demanda que se adie esta medida para não ser mais um peso para as famílias e para as empresas que ainda dependem dos combustíveis para operar".

"De modo que, o executivo decidiu adiar esse processo de remoção de subsídios aos combustíveis para data a ainda a avaliar, mas que certamente não será para o exercício de 2020", disse Vera Daves em declarações à imprensa.

O Governo angolano vem analisando há algum tempo a retirada dos subsídios aos derivados de petróleo, procurando criar condições para não afetar essencialmente as populações mais carenciadas.

O executivo angolano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concertaram posições quanto ao fim dos subsídios aos combustíveis, que só vai ser aplicado em simultâneo com um programa de transferências sociais para as famílias mais vulneráveis.

Angola tem quatro casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, anunciou a ministra da Saúde angolana, Silvia Lutucuta, na quinta-feira à noite.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 112.200 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 292 mil infetados e quase 16 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até quinta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.858, entre 64.059 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são desde quinta-feira o que tem maior número de infetados (mais de 85 mil).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.340 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.292 mortes. A China anunciou quinta-feira 55 novos casos, quase todos oriundos do exterior, e mais cinco mortes, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.

Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.378 mortes reportadas (32.332 casos), a França, com 1.696 mortes (29.155 casos), e os Estados Unidos, com 1.178 mortes.

O número de mortes em África subiu hoje para 85, com os casos acumulados a ultrapassarem os 3.200 em 46 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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