Sexta, 25 de Setembro de 2020
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Domingo, 22 Março 2020 23:14

Covid-19: Executivo angolano reconhece "constrangimentos" nos centros de quarentena

O Presidente de Angola designou hoje o general Pedro Sebastião para coordenar a comissão intersetorial de luta contra o novo coronavírus e melhorar as condições de acolhimento no centro de quarentena de Calumbo, onde várias pessoas se queixaram das condições de acomodação.

O Presidente de Angola designou hoje o general Pedro Sebastião para coordenar a comissão intersetorial de luta contra o novo coronavírus e melhorar as condições de acolhimento no centro de quarentena de Calumbo, onde se verificaram "constrangimentos".

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente angolano, João Lourenço, o ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, vai coordenar a Comissão Intersetorial de Gestão das Medidas Contra a Expansão da Covid-19, na sequência dos "constrangimentos" identificados no acolhimento dos cidadãos no centro de quarentena de Calumbo. A coordenação adjunta será assegurada pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

A nota menciona a necessidade de garantir acolhimento e acomodação adequados "perante as circunstâncias excecionais atuais", assegurando que o executivo está empenhado neste processo "e tudo fará no sentido de salvaguardar a saúde pública e o bem maior, a vida de todos os angolanos".

O centro de quarentena de Calumbo é um dos locais que recebe atualmente centenas de cidadãos provenientes do estrangeiro e que terão de ficar em isolamento durante 14 dias, para evitar a propagação da pandemia de Covid-19 provocada pelo novo coronavírus.

Angola fechou fronteiras aéreas, terrestres e marítimas à circulação de pessoas desde as 0h de 20 de março, mas o Governo autorizou alguns voos para transportar cidadãos angolanos de regresso ao país e repatriar cidadão estrangeiros.

Os passageiros dos voos que chegaram a Angola em 17 e 18 de março puderam cumprir quarentena domiciliar, mas a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, informou no sábado que a quarentena passaria a ser exclusivamente institucional, no mesmo dia em que anunciou os primeiros dois casos positivos de infeção.

Passageiros que foram encaminhados para a quarentena partilharam testemunhos através das redes sociais, queixando-se de estar fechados num recinto com grades, das más condições de acomodação, com várias pessoas a partilhar o mesmo quarto, bem como de falta de comida e água.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

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