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Sexta, 08 Novembro 2013 21:23

Relações de respeito entre Estados soberanos

Existe uma preocupação latente entre os portugueses. Até onde nos levam as atitudes irresponsáveis de quem tem a obrigação de defender o cidadão comum. Não, neste caso não me estou a referir ao Governo. Seria de bom grado, creiam, que opinaria. É um lugar comum dizer que é muito fraco.

Preocupa-me que o último reduto da defesa do cidadão, a justiça, esteja tão mal representada e com tanta falta de juízo.

Regressei de Angola faz dois dias. Lá fiz mais amigos e conheci mais uma “mão cheia” de portugueses que estão fartos de aturar inconscientes.

A relação entre os nossos dois países deverá ser de profundo respeito. Angola tem uma bandeira e um hino, sinal de que é um país independente que se rege por regras que só aos próprios diz respeito.

Os portugueses que lá trabalham estão muito tristes com o “mau aspeto” em que se transformou a justiça portuguesa. Lá que se defendam uns aos outros em sindicatos de legalidade duvidosa, vá que não vá. Que todos queiram falar de tudo, até do que não sabem, tolera-se porque já estamos habituados. Que, mal lhes estendem um microfone mais parecem um “violino desafinado”, é lá com eles. Mas agora, colocar em causa milhares de postos de trabalho e, mais do que isso, a confiança que o Estado Angola tem nos portugueses, já a todos nós diz respeito.

Muito tristes estão todos, ou quase todos, porque se ama ainda mais a nossa Pátria quando se está longe. Muitos, mesmo muitos, estão longe da família, alguma dela constituída recentemente.

Gostaria que sentissem, como eu senti, o abraço de uma mulher, jovem mulher e o seu filho, ao marido que regressava a Portugal por um curto período de férias. É verdadeiramente emocionante. Não é preciso ser um “sentimentalão” para perceber o que ia naqueles corações! Quem não gosta de chorar de alegria?

Uns, os que acham que pensam Portugal e a justiça, acham que isto é irrelevante. Prestam-se e prestam um mau serviço a Portugal, quando de forma despudorada se atrevem a tecer considerações sobre altas figuras do Estado Angolano.

As relações entre Estados soberanos devem ser tratadas em espaço próprio sem intervenção estranha e duvidosa. Hoje, agora, eu tenho sérias dúvidas sobre as qualidades e qualificações de quem gere a informação e comunicação em Portugal. Todos têm a mania que devem ser juízes e justiceiros.

Que pena!

Portugal, que deveria ser um, e o exemplo do mundo é sempre notícia pelos piores motivos. Quem como nós, os nossos antepassados, ajudaram a erguer a civilização ocidental, que fomos os primeiros atores da globalização, caímos em todas as “esparrelas”!

Chega de ser mixordeiro. Basta de tanta hipocrisia e estupidez.

Luís Santarino

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