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Segunda, 13 Abril 2015 22:42

Autoridades angolanas sem condições para fazer campanha de vacinação animal

Os serviços de veterinária da província angolana do Huambo estão preocupados com a falta de meios para a campanha de vacinação animal ao domicílio, no âmbito da luta contra a raiva, doença que infetou até março 57 pessoas.

Segundo o diretor do serviço de veterinária do Huambo, Jorge Almeida, a vacinação porta a porta está ameaçada por falta de condições humanas, materiais e financeiras.

Jorge Almeida informou hoje que esta é a melhor forma de conter a propagação da raiva, por isso uma proposta do projeto foi remetida ao governo da província para sua análise.

O responsável adiantou ainda caso não seja possível a campanha nesses moldes, a solução será a criação de postos de vacinação em bairros, sobretudo onde há o registo de mortes pela doença.

"Tendo em conta o aumento de casos de raiva, pretendíamos implementar uma campanha de vacinação de casa em casa, mas infelizmente estamos sem condições para o fazer", lamentou Jorge Almeida, citado hoje pela agência de notícias angolana, Angop.

Para fazer face ao elevado número de ataques animais, principalmente de cães, as autoridades sanitárias estão a realizar desde janeiro uma campanha de vacinação antirrábica, tendo já vacinado 4.771 animais.

Em março passado, a província do Huambo registou 453 casos de mordeduras por cães, 57 dos quais com fortes suspeitas de terem sido contaminados pela raiva.

Jorge Almeida frisou a sua preocupação com a situação, já que os dados de fevereiro e os de março apontam para um total de 983 pessoas atacadas, muitas quando se encontravam na via pública.

Contudo, o responsável sublinhou que os números registados não refletem a situação real da província, porquanto os casos das áreas do interior dificilmente chegam ao conhecimento do serviço de veterinária.

LUSA

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