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Sábado, 04 Janeiro 2014 18:25

Angola volta a adiar adesão à zona comércio livre da SADC

Angola voltou a adiar a adesão à Zona de Comércio Livre (ZCL) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o que deverá acontecer somente em 2017, noticia hoje o Jornal de Angola.

Em agosto de 2013 a ministra do Comércio de Angola, Rosa Pacavira disse que a adesão à ZCL apenas se deveria verificar em 2014 ou 2015 e justificou o adiamento com a necessidade de proceder a "alguns acertos", designadamente nos setores da energia e agricultura.

Na edição de hoje, o diário angolano, que cita a ministra Rosa Pacavira, destaca que a adesão à ZCL apenas será feita quando o país concluir o roteiro de adesão, atualmente em fase de elaboração, mas salientou que a entrada de Angola "continua na agenda do Executivo no quadro da sua política de integração regional".

"Estamos a elaborar um roteiro e vamos ver se, até 2017, Angola consegue aderir à Zona de Comércio Livre, mas para isso temos que criar indústria e capacidade interna para que Angola possa fazer frente aos outros países que já estão nesta zona", disse Rosa Pacavira.

Este novo adiamento surge na mesma altura em que Angola tem em aplicação uma nova Pauta Aduaneira, que visa proteger a produção interna, aumentando as taxas sobre os produtos importados, num valor que pode chegar aos 50%, no caso da cerveja e da água mineral, cuja taxa é atualmente de 30%.

Segundo o Jornal de Angola, Rosa Pacavira considera que se Angola abrisse agora o mercado a produtos dos países da SADC teria de deixar de produzir "muita coisa".

"Se nós abrirmos agora o mercado vamos deixar de produzir muita coisa que temos que produzir, porque se Angola adere agora vamos ter aqui toda a SADC a vender produtos e nós não vamos produzir", frisou.

A Zona de Comércio Livre foi lançada em agosto de 2007, em Joanesburgo, na 28ª Cimeira da SADC e teve a adesão da África do Sul, Botsuana, Lesoto, Malaui, Ilhas Maurícias, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué e Madagáscar, tendo ficado de fora além de Angola, a República Democrática do Congo e as Ilhas Seychelles.

O objetivo é reforçar a integração económica e a industrialização rápida nesta sub-região do continente, através da expansão de oportunidades de negócio e remover de forma gradual as barreiras no comércio.

LUSA

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