Quarta, 30 de Setembro de 2020
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Sábado, 18 Janeiro 2020 11:11

UNITA nega perseguição a jurista Bela Malaquias

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, negou, em Luanda, que a jurista Florbela "Bela" Malaquias tenha sido ameaçada por alguém do partido, devido a publicação do livro de memórias "Heroínas da dignidade I - Memórias de guerra".

No livro, Bela Malaquias homenageia algumas mulheres mortas na Jamba (na célebre "Caça das bruxas") e conta as peripécias por que outras passaram, supostamente a mando do fundador da UNITA, Jonas Savimbi.

"Todos têm o direito de exprimir as suas opções e, no património cultural, po-dem trazer as suas participações. Portanto, não vamos, de maneira alguma, contestar (a publicação do livro de Bela Malaquias). Nunca o fizemos e nem sequer houve ameaças, se é isso que também quer ouvir", afirmou o líder do maior partido da oposição, quando questionado sobre a obra da antiga jornalista da Vorgan e actual jurista.

"Não sei donde foram retiradas aquelas expressões que vimos publicadas, mas ela (Bela Malaquias) escreveu o que entendeu e nós continuamos o nosso caminho", acrescentou

Adalberto Costa Júnior, à margem da cerimónia em que recebeu cumprimentos de ano novo de membros do partido.

Uma semana após à publicação do livro, a jurista terá sofrido ameaças de morte. Um cidadão já identificado terá telefonado, no dia 1 de Dezembro, à jornalista e jurista proferindo ameaças, alegando que não podia escrever sobre Savimbi.

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