A Sonangol continua penalizada pelo aumento da dívida do Estado angolano, de quase 10 mil milhões de dólares, alerta um analista, perante os resultados da empresa, que obteve quase 1.800 milhões de dólares de lucro em 2022.
Angola ainda não conseguiu libertar-se da dependência do petróleo. Em resultado deste cenário, a Sonangol tem uma influência transversal nos investimentos externos, na contribuição para os cofres do Estado e nas relações institucionais.
João Lourenço diz que existe "capital não mensurável" que dá vantagem aos empresários que querem apostar em Angola. O facto de não haver "irritantes" permite aos dois países estarem "plenamente focados no potencial" que podem atingir, acrescenta António Costa.
O Governo angolano vai liberalizar os preços dos combustíveis, de forma faseada, até 2025, começando pela remoção parcial dos subsídios à gasolina, cujo preço será “livre e flutuante” já no próximo ano.
O ministro de Estado para a Coordenação Económica disse hoje, em Luanda, que a redução dos subsídios à gasolina vai permitir a Angola reservar recursos que permitirão fazer mais investimentos em áreas fundamentais para o desenvolvimento do país.
A ministra das Finanças, Vera Daves, afirmou, esta quinta-feira, em Luanda, que a retirada dos subsídios aos combustíveis deriva de uma decisão soberana do Estado angolano, sem qualquer pressão externa do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A economia angolana está no "vermelho" com a desaceleração da moeda nacional, segundo a leitura de alguns especialistas do sector.