Quinta, 23 de Abril de 2026
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Quinta, 23 Abril 2026 10:07

Higino Carneiro reafirma candidatura à liderança do MPLA

O general na reforma Higino Carneiro reafirmou, esta quinta-feira, 23, a sua intenção de se candidatar à presidência do MPLA, no âmbito do próximo congresso do partido. A declaração foi feita através da sua página oficial no Facebook, onde apelou ao apoio dos militantes para a formalização da candidatura.

Na publicação, Higino Carneiro sublinhou que a decisão surge na sequência da convocação do congresso, considerando ser seu “dever” dirigir-se aos membros do partido para reiterar, “com sentido de responsabilidade e compromisso”, a intenção de avançar para a liderança do MPLA, assim que estejam reunidas as condições formais necessárias.

O general dirigiu-se particularmente à base militante, destacando o papel fundamental que esta desempenha na sustentação do partido, e apelou à subscrição da sua candidatura. Segundo afirmou, o projecto que apresenta não assenta numa ambição individual, mas sim num “compromisso colectivo com o futuro do MPLA e de Angola”.

Entre as principais linhas programáticas, Higino Carneiro defende o aprofundamento da democracia interna, a modernização do partido face às exigências contemporâneas e o reforço da ligação entre o MPLA e a sociedade civil angolana. Propõe ainda a valorização do militante de base, a promoção da unidade interna — tanto no país como na diáspora — e a preparação da organização para as eleições gerais de 2027, com “confiança e organização”.

No mesmo texto, o candidato apelou a que o processo interno decorra de forma “exemplar, transparente e credível”, sublinhando a importância de um congresso que fortaleça a coesão partidária e prepare o MPLA para os desafios futuros.

Higino Carneiro insistiu também na necessidade de respeito mútuo entre os militantes ao longo do processo, alertando para os riscos de divisões internas e práticas que possam fragilizar o partido. “Qualquer que seja o camarada eleito Presidente do MPLA, precisará da união, da participação e do contributo de todos”, escreveu.

A concluir, deixou uma mensagem de unidade e esperança, defendendo uma liderança agregadora: “Somos todos poucos perante os desafios actuais e futuros. Eu quero somar, não quero dividir. Quero inspirar esperança — porque Angola precisa, mais do que nunca, de acreditar num futuro melhor.”

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