Quarta, 30 de Novembro de 2022
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Quarta, 02 Março 2022 15:45

Interpol revela apreensão de mais de 12 milhões de medicamentos ilícitos em África

Uma operação policial levada a cabo em África, levou à apreensão de mais de 12 milhões de produtos farmacêuticos ilícitos e identificou "centenas" de suspeitos ligados ao crime, revelou esta quarta-feira, 02 de Março, a Interpol.

A Operação Flash-IPPA (Illicit Pharmaceutical Products in Africa), coordenada pelas agências de cooperação policial Afripol e Interpol, reuniu agências de controlo de drogas e de aplicação da lei de 20 países africanos para desmantelar estas redes regionais de crime organizado farmacêutico.

Segundo dados que Angola24horas teve acesso, foram efectuados controlos em estradas, mercados de rua, farmácias, armazéns e locais suspeitos de produzir, armazenar ou distribuir produtos farmacêuticos contrafeitos.

Entre os produtos apreendidos constam dois milhões de comprimidos anti-convulsivos, 300.000 comprimidos para tratamento de epilepsia, 1.600 testes rápidos de covid-19 e 208.000 máscaras.

Os mesmos dados avançam que a maioria dos medicamentos apreendidos são antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e medicamentos utilizados para tratar disfunções erécteis, reumatismo e epilepsia.

A Interpol advertiu, no entanto que a crise relacionada com a pandemia de covid-19 aumentou o comércio de produtos farmacêuticos contrafeitos.

As operações na África Ocidental revelaram a utilização de certificados de vacinação anti-covid-19 contrafeitos, atestando a vacinação em vários países, já na África Oriental, foi descoberta a distribuição e venda ilegal não regulamentada de vacinas genuínas anti-covid-19.

No Benim, foram interceptadas mais de 27 toneladas de medicamentos durante uma rusga, que levou a uma série de investigações regionais e globais.

Na Líbia, foram apreendidos mais de 11,5 milhões de analgésicos e comprimidos para tratamento de epilepsia infantil e, no Níger foram 300.000 comprimidos para o tratamento da mesma doença.

Também, Cocaína, cannabis, khat, metanfetaminas, alimentos, óleos, bebidas, cigarros e acessórios para bebés, foram apreendidos durante a referida operação.

A operação, prolongou-se por dois meses e terminou em Dezembro, e está agora a desencadear investigações relacionadas em todos os continentes sobre grupos de crime farmacêutico organizado que operam em África.

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