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Sexta, 14 Fevereiro 2020 01:28

Últimos arrestos têm nome: General Dino

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está a investigar os cidadãos Fernando Gomes dos Santos e Samora Borges Sebastião Albino, ligados à empresa China International Fund, Lda (CIF Angola), implicados no pro- cesso-crime sobre a posse de 1.180 imóveis nas centralidades em Luanda.

De acordo com a informação avançada ontem ao Jornal de Angola por fonte do Serviço Nacional de Recuperação de Activos afecto à PGR, o processo, com o no 2/20, está na fase de instrução prepara- tória, para apurar responsabilidades criminais.

A investigação da PGR aos imóveis construídos com fundos públicos persegue igualmente a empresa China International Fund - CIF Limited (CIF Hong Kong), cujos responsáveis ainda não foram identificados. A fonte da PGR garantiu que há um trabalho em curso que, mais tarde ou mais cedo, vai apurar quem são essas pessoas. Entretanto, uma matéria da TPA sobre o assunto avança o general Leopoldino do Nascimento “Dino” como o proprietário dos imóveis.

De acordo com fonte oficial, o património do Zango 0 (Vida Pacífica) está avaliado globalmente em 117 mil milhões, 162 milhões, 332 mil e 160 kwanzas. O Kilamba Cinzento (como é denominado) está estimado em 146 mil milhões, 452 milhões, 785 mil e 600 kwanzas.

Sobre a empresa CIF Angola, há registo em conservatórias que atestam que os cidadãos Fernando Gomes dos Santos e Samora Borges Sebastião subscreveram o pacto social.

“Vamos obter a mesma informação sobre a outra empresa CIF Hong Kong”, disse a fonte, garantindo que, “nesta fase de instrução, o que se pretende são as provas e com elas ir atrás de quem quer que seja e aonde esteja”.

A fonte admitiu a possibilidade de haver um beneficiário último, além dos cidadãos que estão sob investigação.

General nega ser proprietário dos imóveis

Entretanto, Leopoldino Nascimento já reagiu. O ex-Chefe das Telecomunicações do Presidente da República fez saber através de uma nota distribuída à imprensa que não é “proprietário pessoal de qualquer um dos imóveis citados pela notícia da TPA”.

Para Leopoldino do Nascimento, a notícia da TPA não corresponde com a verdade dos factos e atenta contra os direitos ao bom nome, honra e verdade do visado.

“Parece estranho, que por um lado, o comunicado da PGR não cita o nome do senhor Leopoldino Nascimento, e, por outro que posteriormente à divulgação do referido comunicado, a TPA retome a notícia acrescentando, de sua autoria, que o senhor Leopoldino Nascimento é o proprietário dos referidos imóveis, o que em momento algum vem referido no comunicado oficial da PGR”, concluiu.

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