Cidadãos de Cabinda ameaçam sair à rua em Fevereiro para protestar contra aquilo que chamam de governação mafiosa de Aldina da Lomba Katembo. O grupo de activistas dos direitos humanos do enclave diz estar tudo preparado para que a marcha tenha lugar no início do próximo mês.
No início do ano, devido à procura de empregos e matrículas nas escolas, vários cidadãos procuram os serviços administrativos para tirarem os documentos, mas quando não os conseguem, recorrem a vias ilegais.
Um projeto privado angolano, orçado em 4,2 bilhões de euros, prevê a construção de 60.000 habitações sociais em dez províncias do país, segundo o contrato de investimento a que a Lusa teve hoje acesso.
Polícia angolana estima que mais de meio milhão de ilegais estejam no país e pelo facto fala de "uma invasão silenciosa". Decorrem expulsões e detenções, mas também denúncias de violência contra os supostos ilegais.