Revolucionário, patriota e pan-africanista, Savimbi é recordado pela UNITA como um líder de convicções profundas, que defendia a liberdade, a democracia, a justiça social e a dignidade dos povos africanos como valores inalienáveis. Ao longo da sua trajectória política e militar, lutou pela independência nacional e pela afirmação de Angola no concerto das nações africanas.
No plano continental, é destacado o seu envolvimento nos movimentos de libertação e na promoção da unidade africana, tendo participado na criação da Organização da Unidade Africana (OUA), fundada a 25 de Maio de 1963. Enquanto nacionalista angolano, Savimbi integrou o conjunto de líderes que conduziram o processo de independência, proclamada a 11 de Novembro de 1975, na sequência dos Acordos de Alvor.
A UNITA sublinha igualmente o papel do seu fundador no processo que conduziu à institucionalização do Estado Democrático e de Direito em Angola, formalizado em 1992 após os Acordos de Bicesse, considerando-o um dos timoneiros da abertura multipartidária e da consolidação constitucional.
Segundo o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, Savimbi deixa um legado de patriotismo, unidade, integridade e resiliência. O partido sustenta que o antigo líder colocava Angola e os angolanos em primeiro lugar, defendendo a necessidade de conciliar a pluralidade política e a diversidade sociocultural sob o princípio da “unidade na diversidade”.
Figura marcante e controversa da história contemporânea angolana, Savimbi foi simultaneamente admirado e criticado. Ainda assim, os seus apoiantes sublinham que era amplamente reconhecido pelo seu apego à pátria e pelo compromisso com as camadas mais desfavorecidas da população.
Num contexto que a UNITA caracteriza como de crise social e económica persistente — marcada por desafios como fome, pobreza extrema, corrupção e impunidade — o partido entende que a evocação da data deve servir para uma reflexão profunda sobre o percurso do nacionalismo angolano. Defende-se a necessidade de avaliar os activos e passivos do país independente, de modo a evitar a repetição de erros do passado e a promover compromissos políticos sustentáveis.
Para 2026, a UNITA aprovou o lema “2026 – Ano da Consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder”, que, segundo o partido, constitui homenagem ao seu Presidente Fundador e reafirma o propósito de congregar patriotas angolanos em torno de objectivos comuns, priorizando a dignidade, a prosperidade, a estabilidade política e o desenvolvimento nacional acima de interesses partidários circunstanciais.
Ao assinalar a data, o Secretariado Executivo manifesta “profundo sentimento de gratidão” pela obra e ensinamentos de Jonas Malheiro Savimbi, considerando que o seu legado permanece vivo na memória colectiva de muitos angolanos e continua a influenciar o debate político nacional.

