O verniz da ditadura se estilhaça inevitavelmente. No caso específico angolano, a entrada do presidente João Lourenço, reconhecido como o pior presidente angolano de todos os tempos.
Ficou claro, que ele seria uma fraude enquanto figura presidenciável aceitável e amada pelo soberano.
Esse facto não passou ao lado, e também não foi desconsiderado ser nem poderia de maneira alguma considerado um facto risível de menor importância.
O alarme disparou imediatamente com a entrada em cena de João Lourenço.
Também ficaram claramente expostas todas as fissuras do regime. Nessa altura, até que os assassinatos políticos tomaram forma, os cálculos se tornaram em análises e se percebeu, que o fator analítico não invalidava consciência objetiva do cidadão. O verniz da ditadura quebrou em defetivo.
Os tradicionais desencontros de ideias tomaram forma, as contradições, e choques e leituras existenciais vieram ao de cima ervilharam a olhos nus.
De factos assistimos o verniz da ditadura deixar de brilhar.
O negacionismo se familiarizou, o que era deixou de ser.
Até à mentira d tanto ser repetida, desistiu de ser enganosa e revindicou-se como única detentora da verdade explícita.
Era o verniz desistir de ser verniz.
governantes e governados ficaram desencontrados, tomaram-se adversários mediáticos, a malignidade belicista escondida do regime foi exposta.
Desde logo se percebeu que a administração de João Lourenço, não representava liberdade para os angolanos, mas sim, uma maldição subestimada. Assim, o verniz da ditadura auto obscureceu-se com o apagar das luzes que promoveram o roubo eleitoral de 2022.
Hoje, a praticidade política regimental representa a antítese anelante do neorrealismo proibitivo.
Nada mais é igual, o antes nao é sinônimo ontem, isso demonstra que nada mais em Angola será igual, o passado não será idêntico ao presente, o futuro correra tão rápidas com descem as águas das quedas de Kalandula.
Apesar de angola, ser reconhecidamente um estado corrompido, ainda assim, a mentira política corrosiva, jamais se travestirá em verdade relevante.
Os angolanos não são lunáticos nem surrealistas.
O regime em Angola, tem um modelo de governação aderente a corrupção generalizada, arquitetado para enriquecer primitivamente as falanges do poder instalado.
Por seu lado, o MPLA, é o sustentáculo desse inoperante regime criminoso, e de todas as formas apetecido, imprestável e deplorável.
O MPLA, representa hoje a instabilidade, a miséria e a opressão, além de também ser, a válvula impulsora que assegura a permanência da ditadura militar e securitária estabelecida.
É real e verdadeiro, que o MPLA e o seu presidente, tornaram-se no grande obstáculo que inviabiliza o direito do exercício livre de cidadania, das liberdades do povo de ir e vir e de manifestação, mesmo sendo o direito constitucional.
O presidente do MPLA é igualmente o promotor da miséria e fome do povo.
O verniz da ditadura é irreversível, cabe a todo angolano varrer os bocados do verniz estilhaçado e correr do poder o MPLA e João Lourenço juntos.
Estamos juntos
Por Raúl Diniz

