“Esta ordem é final e definitiva”, disse, sem dar mais detalhes. A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente sobre o tema.
Os principais parceiros comerciais de Teerã são países asiáticos, como China, Iraque e Emirados Árabes Unidos. A China foi o principal destino de exportações, com cerca de 35%, e também assumiu protagonismo nas importações.
Em 2024, exportações brasileiras ao Irã ultrapassaram US$ 3 bilhões, consolidando o país como o quinto maior destino de vendas brasileiras na região, sobretudo no setor agropecuário, segundo dados do governo brasileiro. O número foi maior, por exemplo, que exportações no mesmo período destinadas a França, Uruguai e Rússia.
A imposição de tarifas segue o aumento de pressão de Trump sobre líderes do Irã, renovando ameaças sobre uma possível ação militar em resposta à violência contra manifestantes que tomam as ruas desde 28 de dezembro devido a uma crise inflacionária aguda. Ao menos 648 pessoas já morreram, segundo balanço da organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega.
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Na semana passada, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou manifestantes de agirem em nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusando-os de vandalismo e lançando ameaças. Segundo ele, “mercenários a serviço de estrangeiros” não seriam tolerados. Suas declarações vieram depois do líder americano ameaçar intervir em Teerã em prol dos participantes dos atos, que têm sido reprimidos com força letal das forças de segurança iranianas.
Khamenei também afirmou que as mãos de Trump “estão manchadas com o sangue de mais de mil iranianos”, em referência aos bombardeios contra o país no ano passado, e previu que o líder americano “arrogante” seria “derrubado”, assim como a dinastia imperial que governou o Irã até a revolução islâmica de 1979.
Trump disse no domingo que autoridades americanas podem se reunir com diplomatas iranianos e que ele está em contato com a oposição.
Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o governo está aberto a negociações, mas também “está pronto para a guerra”.

