Segundo as autoridades, a propagação destas informações falsas já resultou em consequências graves, incluindo a morte de um cidadão, vários feridos e a detenção de 17 pessoas alegadamente envolvidas em actos de violência relacionados com o caso.
Em comunicado, o porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaiwa, assegurou que não existe qualquer evidência científica ou técnica que sustente os relatos partilhados nas plataformas digitais. O responsável explicou que cidadãos que afirmaram ter sido vítimas foram submetidos a exames clínicos realizados pela Direcção de Medicina Legal do SIC.
“As informações colocadas em circulação estão desprovidas de qualquer fundamento técnico ou científico”, esclareceu o porta-voz.
Os exames decorreram em diferentes províncias do país, nomeadamente Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Huambo e Luanda, envolvendo equipas médicas e periciais especializadas. De acordo com os resultados apresentados pelo SIC, os supostos afectados não apresentavam qualquer anomalia física nos órgãos mencionados.
Apesar dos esclarecimentos prestados pelas autoridades, os rumores continuam a alimentar episódios de violência popular. O SIC denuncia que vários cidadãos inocentes têm sido vítimas de agressões, acusações públicas e actos de justiça pelas próprias mãos motivados pela divulgação destas informações falsas.
Um dos casos mais graves foi registado na província da Lunda-Norte, onde um cidadão perdeu a vida após ter sido acusado de envolvimento nas alegadas práticas de feitiçaria.
As autoridades alertam ainda que a partilha irresponsável de conteúdos não verificados nas redes sociais contribui para o aumento da insegurança e da desordem social, agravando o clima de tensão em algumas comunidades.
O SIC garantiu que continuará a responsabilizar criminalmente todos os indivíduos envolvidos na disseminação de boatos e na prática de actos violentos relacionados com o caso. Até ao momento, 17 cidadãos encontram-se detidos no âmbito das investigações em curso.
A instituição apelou igualmente à população para adoptar uma postura responsável, evitando a circulação de informações sem confirmação oficial e denunciando quaisquer situações suspeitas às autoridades competentes.

