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Sexta, 22 Mai 2026 15:15

CNE recebe plano da INDRA para gestão tecnológica das eleições de 2027

A empresa espanhola de tecnologia INDRA apresentou à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) o plano relacionado com a concepção, produção e distribuição da plataforma tecnológica e logística a ser utilizada nas eleições gerais de Angola previstas para 2027.

De acordo com informações tornadas públicas pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), a reunião realizou-se na sede da empresa, em Madrid, marcando o arranque oficial da colaboração entre o órgão eleitoral angolano e a empresa tecnológica espanhola, seleccionada no concurso público aberto em Dezembro de 2025 para fornecer a solução eleitoral.

Segundo a direcção da CNE, a INDRA assegurou ao presidente da comissão, Manuel Pereira da Silva “Manico”, que irá disponibilizar uma plataforma capaz de garantir elevados níveis de qualidade, eficiência e transparência, respeitando as normas legais e os requisitos estabelecidos no contrato firmado entre as partes.

No encontro, a tecnológica espanhola apresentou ainda o plano técnico preparado para as eleições gerais de 2027, incluindo a estratégia logística prevista para as diferentes etapas do processo eleitoral.

Fonte ligada à CNE avançou que a solução contempla materiais de capacitação para os membros das assembleias de voto, kits eleitorais, equipamentos para tratamento de dados e dispositivos tecnológicos destinados ao apoio operacional dos agentes eleitorais em todo o país.

A Comissão Nacional Eleitoral sustenta que o objectivo passa por assegurar maior credibilidade, eficiência e transparência nos serviços tecnológicos e logísticos que serão utilizados no próximo pleito eleitoral.

Entretanto, a escolha da INDRA continua a gerar contestação entre os partidos da oposição, que questionam a transparência do concurso público e levantam dúvidas sobre a independência da gestão tecnológica do processo eleitoral.

As críticas da oposição incidem sobretudo sobre alegações de eventual manipulação dos resultados eleitorais e sobre a persistente desconfiança em torno da transparência dos processos eleitorais em Angola.

Face a essas preocupações, os partidos opositores têm recorrido às instâncias judiciais, através de providências cautelares apresentadas junto do Tribunal Constitucional e de acções submetidas ao Tribunal da Relação de Luanda, com o objectivo de travar ou apurar os contornos da contratação da empresa espanhola.

Entre as preocupações apontadas está também a centralização e divulgação dos dados eleitorais através da tecnológica espanhola, situação que, segundo os críticos, poderá beneficiar o MPLA e afectar a credibilidade das eleições gerais de 2027.

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