"Na sexta-feira vamos a Muangai [região do leste de Angola onde foi fundada a UNITA em 13 de março de 1966] e tenho a certeza de que não vamos encontrar minas no caminho. A via de Muangai estava encerrada esse tempo todo? Não. Então os carros que andaram a passar lá esse tempo todo, não tinham minas? Só tem minas para a UNITA que vai para lá?", disse hoje Adalberto Costa Júnior.
Falando aos seus militantes, minutos após chegar ao Luena, capital do Moxico, o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) disse que irá responsabilizar o governador do Moxico e o Governo central, caso alguma mina seja acionada durante o percurso da delegação da UNITA.
A UNITA celebra na sexta-feira, 13 de março, 60 anos de fundação e vai assinalar a data com uma deslocação à localidade de Muangal (onde foi fundada a organização política por Jonas Savimbi), que dista 220 quilómetros do Luena, capital da província.
"Senhor administrador, senhor governador, a mina, se for colocada, a responsabilidade é sua. Senhor ministro lá de Luanda, se a mina estiver na estrada, senhores chefes deste país, a responsabilidade é vossa, nós vamos a Muangal", assegurou o presidente da UNITA.
Costa Júnior salientou que a direção do seu partido, deputados, militantes e demais convidados vão visitar a localidade de Muangai, afeta ao novo município do Lituai, por "obrigação" histórica, porque, realçou, "este país é de todos os angolanos".
"Então, os nossos adversários que não fundaram o seu partido, foram là, e aquele que fundou não vai lá? Vamos sim e não vai haver problema para ninguém", declarou.
Adalberto Costa Júnior chegou hoje à cidade do Luena, palco das XIII Jornadas Parlamentares do partido, que se iniciam oficialmente na quarta-feira, e foi recebido com uma passeata pelas ruas da cidade, dança e festejos e abraços na rua 1º de Maio, sede do secretariado provincial da UNITA.
Saudou inicialmente as mulheres, neste més a elas dedicado, os mais velhos, antigos combatentes e por fim os jovens, realçando que a estes "pertence o futuro de Angola".
Afirmou, por outro lado, que as jornadas parlamentares fazem parte da festa da democracia do seu partido, tendo ainda denunciado alegados entraves a oradores e convidados a estas jornadas, por conta de possíveis entraves e cancelamentos de voos.
"Espero que consigam chegar bem aqui, porque estamos a ouvir dizer que a TAAG [transportadora aérea angolana] está a cancelar os voos e espero que o cancelamento não tenha a ver com a nossa atividade e que os voos vão ser repostos. Não cancelem os voos e deixem os convidados chegar para a festa da democracia e do nosso partido", concluiu.

