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Sexta, 13 Fevereiro 2026 18:33

Quem tem poderes tem deveres; ao passo que quem não tem poderes, tem direitos

O equilíbrio é fundamental para manter as coisas funcionais: Sou uma pessoa muito curiosa e observadora; pelo que fui constatando é que as pessoas investidas de poderes não têm receios em exercer o poder que lhes são atribuidos, muitas das vezes por omissão e outras sem fundamentação legal, conforme recomenda a Constituição, o Código de Procedimento Administrativo, a Lei da Probidade Pública, a Lei do Sector Empresarial Público e o Estatuto Orgânico das Instituições e Empresas Públicas. 

Ao passo que os que têm direitos, têm receios de exigir aos detentores dos poderes que têm o dever de se pronunciar e seguir as normas legais, sob pena de serem conotados ou mesmo sancionados. 

Muitas das vezes, deixam os que detêm o poder exercer o seu dever ainda que de forma abusiva, sem que eles recorram às instituições que velam por estes abusos. 

Após estudos aturados sobre determinadas leis, a destacar: Constituição, Código de Procedimento Administrativo, Lei da Probidade Pública, Lei do Sector Empresarial Público e Estatuto Orgânico de várias instituições, percebi que a falta de equilíbrio se deve ao facto de que os que deviam exercer os seus direitos se inibem, deixando os detentores temporários do poder confortáveis. 

E por vezes, ao invés de apoiarmos quem exige um direito, infelizmente muitas das vezes o desencorajamos; em contrapartida queremos melhorias.

Esta contradição entre querer que as coisas melhorem e inibir quem exige um direito fundamentado na lei, com provas materiais, é que nos impede de evoluir como nação

Quem recorre da lei não é marginal, muito menos arrogante. Porque muitas leis são propostas pelos departamentos Ministeriais, depois passam em Conselho de Ministros, a posterior passam pelo crivo da Assembleia Nacional em que são aprovadas. 

Recorrer da lei é, sobretudo, valorizar o trabalho de quem propõe ao Executivo, do Executivo, e sobretudo dos Deputados, nossos representantes na Assembleia Nacional

Portanto, não se sinta mal nem intimidado ao exercer o seu direito consagrado na lei, pois quem o intimidar estará a intimidar indiretamente quem propõe e quem analisa e aprova. 

Exigir direitos não é afronta, é cidadania; e cumprir deveres não é favor, é obrigação.

Por: Tomás Alberto 

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