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Trabalhadores da TURA em greve após quatro meses de salários em atraso

Trabalhadores da TURA em greve após quatro  meses de salários em atraso

Os trabalhadores da empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Angola (TURA) iniciaram na quinta-feira uma greve geral por tempo indeterminado, para reclamar quatro meses de salários em atraso, além de melhorias nas condições do exercício da sua atividade.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do sindicato de trabalhadores da TURA, João Caetano, referiu que os 500 trabalhadores da empresa reivindicam salários em atraso deste abril, bem como transporte para a recolha de pessoal, estando a maioria concentrada, em protesto, à porta das instalações centrais, em Luanda.

Segundo o sindicalista, como consequência dos atrasos salariais, os filiados estão com o pagamento de rendas e propinas escolares em atraso, bem como com falta de alimentos e recursos para assistência médica.

"Não se admite que uma empresa de transporte não tenha transporte para apoio aos trabalhadores. A entidade patronal fez sair um decreto com uma informação de que não podia emprestar valores aos trabalhadores para qualquer tipo de situação e face a estas situações levou mesmo a decretar esta greve", referiu.

João Caetano disse que no início deste mês os trabalhadores realizaram já um primeiro protesto, tendo dado uma moratória de três dias à entidade patronal para se pronunciar, o que não ocorreu.

O sindicalista salientou que escreveram também ao Ministério das Finanças, tendo em conta que se trata de uma empresa subvencionada pelo Estado, com conhecimento ao vice-Presidente da República, à Assembleia Nacional, aos Ministérios dos Transportes, da Administração, Pública, Trabalho e Segurança Social e ao Governo da Província de Luanda, mas até aqui não receberam qualquer manifestação por parte dessas entidades.

"Os trabalhadores estão a viver uma situação desumana, têm feito uma escala a nível das famílias, em que um dia é o pai que vai pedir alguma ajuda aos seus familiares, no outro a mulher que faz o mesmo na sua família", contou.

Sobre a situação, a administração da TURA ainda não se pronunciou, informou João Caetano, salientando que a empresa alega apenas que não tem dinheiro, "que é o Governo que não está a pagar a subvenção à empresa e que a empresa está em falência".

"Mas que venham e deem uma explicação aos trabalhadores, porque se assim continuar os trabalhadores poderão partir para uma manifestação", alertou.

Publicamente, a administração da transportadora disse apenas que, além dos atrasos nas transferências do Estado, cada viagem representa atualmente um custo de 200 kwanzas (68 cêntimos de euro) para um bilhete individual que é vendido a 50 kwanzas (0,17 cêntimos).

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