O caso tornou-se público após a divulgação nas redes sociais de um vídeo em que a jovem aparece a ser agredida por dois homens, entretanto detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), situação que provocou forte indignação social e reações públicas de várias entidades políticas e da sociedade civil.
Num 'post' divulgado na sua página do Facebook, a Comissão de Justiça e Paz e Integridade da Criação da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) convidou a sociedade a participar no sábado na “Marcha Nacional contra o Abuso Sexual das Meninas e Mulheres”.
“É hora de dar voz às vítimas, lutar por justiça e construir um país mais seguro e digno para todas.
A presença de cada um conta. Junte-se nesta caminhada de coragem, fé e compromisso com a vida e a dignidade humana”, salienta a Comissão de Justiça e Paz. Por outro lado, o secretário-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), Vlarmidir Agostinho, publicou igualmente uma mensagem na qual “condena veementemente” os casos de abuso sexual, evocando ensinamentos bíblicos.
“Nesta época em que nos preparamos para o novo ano, é fundamental reforçar o nosso ensino na família, na Igreja, na escola e na sociedade em geral sobre a importância do respeito e da dignidade humana”, escreveu na página do CICA no Facebook, considerando “reprovável a todos os níveis os atos de violação sexual que vemos acontecer.
“Apelamos ao Governo que tome medidas punitivas e preventivas para evitar que mais crianças sejam agredidas no corpo e na alma. O futuro não pode ser construído com medo, traumas e frustrações”, pediu o CICA.

