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Quarta, 25 Fevereiro 2026 12:24

Sonangol quer manter ativos em Portugal por serem estratégicos para diversificação

A Sonangol quer manter as participações que detém em Portugal, na petrolífera Galp e no banco BCP, por considerar que são ativos estratégicos que contribuem para a diversificação do seu portefólio e mitigação de riscos económicos.

Segundo o administrador da petrolífera angolana Osvaldo Inácio, em conferência de imprensa em Luanda, o objetivo estratégico é manter os dois ativos, sublinhando que estas participações continuam alinhadas com a estratégia da Sonangol.

O Grupo Sonangol detinha uma participação qualificada de 19,49% do capital do BCP à data de 30 de junho, a informação mais recente no site oficial da instituição bancária, sendo o segundo maior accionista, e na GALP a participação é indireta, através da Esperaza Holding, sociedade controlada pela estatal angolana do sector petrolífero, que tem parte do capital da Amorim Energia (esta com 36,7% da petrolifera portuguesa).

O responsável destacou que se trata de “dois ativos muito importantes na estratégia de diversificação do portfólio da Sonangol”, permitindo à empresa reduzir a exposição a choques no setor petrolífero.

“Temos de manter um portfólio relativamente diversificado, que depois ajuda a lidar com os choques económicos”, sustentou.

Osvaldo Inácio acrescentou que estes investimentos “fazem parte da estratégia de investimento fora de Angola”, reforçando a presença internacional da empresa.

As participações angolanas nas empresas portuguesas geraram dividendos relevantes em 2024.

A petrolífera estatal angolana apresentou hoje os resultados preliminares relativos a 2025, anunciando um resultado líquido de 750 milhões de dólares (636 milhões de euros), uma queda de 11% face aos 846 milhões de dólares (718 milhões de euros) do período homólogo.

O presidente do conselho de administração da Sonangol, Gaspar Martins, apresentou os resultados numa conferência de imprensa que assinala os 50 anos da empresa.

Gaspar Martins anunciou também que a petrolífera mantém o plano de entrada em bolsa, mas não deverá avançar com a privatização antes da conclusão do Programa de Privatizações (PROPRIV), que terminará este ano.

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