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Domingo, 10 Mai 2026 19:53

O Líder cessante do MPLA sequestrou o partido e dissidiu ficar mais 5 Anos presidente

Em Angola, jamais haverá mudanças de paradigmas caso se continue a respeitar a vontade e a opinião do poder oligárquico opressor.

O sonho de liberdade em Angola tornou-se o pesadelo aflitivo do oprimido povo, enquanto o opressor continua a oprimir e a idiotizar o povo, roubando-lhe inclusive o bem maior: a liberdade de sonhar.

João Lourenço anunciou a sua candidatura à presidência do MPLA, porém esse gesto fará com que a sua vida se transforme num presságio altamente sofrido para ele e para a sua entourage criminosa.

Ora senão vejamos: à frente do partido há cerca de 9 anos, o presidente obscureceu a aura do partido, jogou-o no mais profundo mar da ignorância, colocando-o vergonhosamente desalentado no mais baixo nível de aceitação.

Aliás, o MPLA sob a orientação de João Lourenço foi transformado num balcão de negociatas criminosas, remetendo-o a um perigoso ostracismo, com a aceitação indefectível da militância que lhe é caninamente fiel.

Sem expressão e sem dinamismo, o actual MPLA segue em rota de colisão contra a verdade política nacional expressa, e assim seguirá velozmente desestruturado.

João Lourenço só ganhará as eleições no congresso de Dezembro se der continuidade à gigantesca fraude que, como já todo o militante se apercebeu, foi desenhada e programada ao pormenor, e segue a todo o vapor com o único objectivo de o manter na presidência.

O angolano sabe que o presidente cessante do MPLA não trará inovação nem progresso ao partido. Todo esse aparatoso chinfrim barulhento mostra apenas que o MPLA não o quer nem precisa dele. Ao contrário, João Lourenço tenta fazer do MPLA o seu refúgio seguro.

O candidato ora anunciado não passa de um meticuloso malfeitor oportunista e mentiroso, que há muito abusa da paciência da militância séria e da maioria absoluta do povo.

Ele usa e abusa da estrutura política do partido, promove a desordem interna, realiza congressos para alterar os estatutos em favor da sua deselegante presidência eterna. Como aceitar na presidência alguém que introduziu a pobreza, a miséria e o enriquecimento ilícito como política de Estado? Como aplaudir como presidente do MPLA alguém que promoveu no interior do partido a incompetência, deu largas à ignorância política, forjou e alimentou o partido com dinheiro roubado aos angolanos?

João Lourenço imobilizou completamente o MPLA, aumentou o controle da base partidaria, além de aumentar a pobreza no interior da base nas provincias, resolveu igualmente aumentar a riqueza empresarial do MPLA, introduzindo dinheiro roubado ao erário na JEFI, a holding do MPLA, tornando-a num portentoso conglomerado empresarial bilionário.

O presidente cessante usou abusivamente o MPLA para sequestrar os demais poderes da República, reforçou a partidarização das instituições, reverteu o Estado de direito democrático, alienou as Forças Armadas, a Polícia Nacional e os serviços secretos.

Enfim, sequestrou toda a comunicação social do Estado, que hoje serve apenas os interesses pessoais do ditador e do poder autocrático.

Sem esquecer que nem as instituições religiosas nem a administração pública escaparam ao seu maléfico domínio.

João Lourenço usa e abusa da crença religiosa alheia, obriga as igrejas a servi-lo como se ele fosse um deus, além de usar o partido para assaltar continuamente o erário em nome de Deus, quando na verdade o próprio Deus já o constituiu em inimigo do povo oprimido.

O presidente João Lourenço sofre de estrabismo político monoatómico. Tenta em vão forçar a introdução de uma metanoia colectiva para controlar o soberano, que o rejeita terminantemente.

Como sói dizer-se, o mal não produz felicidade; somente o bem traz alegria e felicidade.

Há mais de 50 anos, o MPLA jamais trouxe alegria e felicidade aos angolanos. É importante que a sociedade esteja consciente e, sobretudo, seja sensível e se preocupe com a inexistência de um necessário código de conduta interna no país, que ajude a deter o ímpeto narcísico recorrente formatado na personalidade negativada do presidente, para que sejam neutralizadas atempadamente as acções gigantescas dos frequentes ajustes directos, que se tornaram no aqueduto da corrupção generalizada promovida pelo presidente do MPLA e também da República.

Estamos juntos.

Por Raúl Diniz

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