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Isabel dos Santos despede-se da Sonangol e lembra "dias dramáticos"

Isabel dos Santos despede-se da Sonangol e lembra "dias dramáticos"

Filha do ex-Presidente de Angola foi exonerada pelo novo líder angolano, João Lourenço

Isabel dos Santos despediu-se esta quinta-feira dos trabalhadores da Sonangol e recordou os "dias dramáticos" que se viveram na empresa. A filha do ex-líder angolano José Eduardo dos Santos foi exonerada do cargo de presidente do conselho de administração da empresa pelo atual Presidente angolano, João Lourenço.

No Instagram, num vídeo em que se dirige aos colaboradores da Sonangol, Isabel dos Santos fala em "17 meses de mudanças tremendas", referindo ainda que a "memória é curta" e lembrando que a Sonango esteve praticamente em situação de "pré-falência".

"Quando chegámos a empresa estava numa situação difícil. Houve momentos em que sabíamos coisas que até tínhamos medo de partilhar convosco, porque não queríamos que percebessem o quão dramática era a situação. Mas os dias foram melhorando, muito graças aos vossos esforços", afirmou.

"No momento em que cesso funções, enquanto Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, gostaria de agradecer a todos os que confiaram em mim, para liderar a recuperação da nossa empresa nacional de petróleo. A minha gratidão vai, particularmente, para os meus colegas do conselho de administração cessante. Sinto-me honrada por ter liderado uma equipa com notável qualidade profissional e de ética inquestionável. A todos colaboradores da Sonangol o meu muito obrigada", escreveu noutra publicação na mesma rede social.

A empresária Isabel dos Santos, a filha mais velha de José Eduardo dos Santos, foi nomeada para presidente do conselho de administração da Sonangol, pelo pai, em junho de 2016, na altura com a tarefa de assegurar a reestruturação da petrolífera estatal angolana. Para o seu lugar entrou Carlos Saturnino.

Isabel dos Santos desmente relatório a criticar administração da Sonangol

Isabel dos Santos desmentiu esta quinta-feira, em comunicado, uma notícia avançada pela agência Lusa, que dava conta de um relatório de um grupo de trabalho ordenado pelo novo chefe de Estado angolano, João Lourenço, sobre o sector dos petróleos em Angola. Segundo a notícia da Lusa, o grupo de trabalho concluíra que havia ausência de liderança e de estratégia para a Sonangol.

Em nota enviada às redações, Isabel dos Santos diz que "a notícia da Agência Lusa intitulada 'Relatório critica desempenho de administração de Isabel dos Santos na Sonangol', datada de 16 de novembro de 2017, é falsa. Em outubro de 2017, foi criado um grupo de trabalho pelo Presidente da República de Angola, com o objetivo de serem apresentadas propostas para melhorar o desempenho do setor da indústria do Petróleo e Gás. Esse grupo de trabalho foi liderado pelos Ministro das Finanças e pelo Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, integrando ainda dois membros do Conselho de Administração da Sonangol, seis representantes de empresas petrolíferas, bem como outras entidades. Todos os temas tratados e analisados por este grupo de trabalho foram multissetoriais".

Na mesma nota, Isabel dos Santos adianta que foram criados "cinco subgrupos de trabalho. O primeiro sobre a Simplificação dos Processos de Gestão das Concessões Petrolíferas; o segundo sobre as Revisão do Decreto Legislativo Presidencial n.º2/16, de 3 de Junho, sobre as Definições, Conceitos e os Termos Contratuais e Fiscais; o terceiro sobre a Regulamentação sobre os Princípios Gerais de Investimento para o Gás Natural; o quarto sobre a Análise dos Termos e Condições Contratuais aplicáveis a Atividades de Pesquisa; o quinto sobre o Abandono das Instalações Petrolíferas.

No caso da Simplificação dos Processos de Gestão das Concessões Petrolíferas, o que foi solicitado foi um aumento do plafond sem autorização prévia da Concessionária, para custos recuperáveis. As operadoras pretendiam incorrer gastos mais livremente sem processo de validação junto do Estado. Esta solicitação de aumentar os plafonds dos custos recuperáveis para as operadoras incide sobre o valor que o Estado recebe do Petróleo. Ao haver uma recuperação dos custos por parte das operadoras, diminui-se a parcela do Estado, pelo que só o Estado poderia aprovar um aumento desse plafond", conclui o comunicado.

Novo presidente da Sonangol promete diálogo na petrolífera angolana

O novo presidente do conselho de administração da Sonangol comprometeu-se hoje a "utilizar, reativar e atualizar" as regras e estatutos do grupo, para que as estratégias voltem a ser amplamente discutidas na petrolífera estatal angolana.

Carlos Saturnino falava aos jornalistas no final da cerimónia em que o Presidente de Angola, João Lourenço, conferiu posse ao secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo, e à administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

"Há um momento diferente na indústria petrolífera nacional, mas também internacional, de maneira que todos esses ingredientes fazem parte da base que nós vamos utilizar para esmiuçar qual vai ser o trabalho no curto, no médio e no longo prazo", disse Carlos Saturnino, que substitui no cargo Isabel dos Santos, exonerada, na quarta-feira, por João Lourenço.

Sobre a relação com as operadoras do setor, Carlos Saturnino garantiu que "já está a melhorar", acrescentando que nos próximos tempos vai ser repensado o negócio de hidrocarbonetos de Angola, o posicionamento da Sonangol, a sua relação com as companhias internacionais e com as subsidiárias.

"Ou seja, hoje estamos a criar as bases para redesenhar, não só o grupo Sonangol, mas também o negócio mesmo no país", disse o responsável, sublinhando que a orientação do chefe de Estado angolano, para que as empresas públicas sejam eficientes e lucrativas, vai ser posta em prática.

"Os negócios que não se enquadrarem nessa filosofia, nesta estratégia, naturalmente, farão parte da revisão, mas isso a breve trecho estaremos em condições de informar", disse.

O Presidente angolano, João Lourenço, pediu hoje aos novos administradores da Sonangol, que "cuidem bem" da concessionária estatal petrolífera, por ser a "galinha dos ovos de ouro" de Angola.

Menos de 24 horas depois de a Casa Civil do Presidente da República ter anunciado a exoneração do conselho de administração da Sonangol, o chefe de Estado deu hoje posse à nova equipa da petrolífera estatal, que passa a ser liderada por Carlos Saturnino.

"Continue a ser, para a nossa economia, a galinha dos ovos de ouro. Eis a razão por que fazemos este apelo, para que cuidem bem dela", disse João Lourenço, na cerimónia realizada hoje no palácio de presidencial, em Luanda.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo em África, atrás da Nigéria, com 1,6 milhões de barris de petróleo, produto que tem um peso de mais de 95% nas exportações angolanas.

O até agora secretário de Estado dos Petróleos, Carlos Saturnino, foi nomeado como novo presidente do conselho de administração da Sonangol. Naquele cargo, o chefe de Estado empossou hoje Paulino Jerónimo, que até setembro foi presidente da comissão executiva da petrolífera.

O ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, exonerou, por decreto que entrou em vigor a 26 de setembro, dia em que tomou posse o novo chefe de Estado, João Lourenço, três administradores executivos da Sonangol, incluindo Paulino Jerónimo, então presidente da comissão executiva.

Já Carlos Saturnino, que agora passa a liderar o maior grupo angolano, totalmente público, foi até dezembro de 2016 presidente da comissão executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, tendo sido demitido por Isabel dos Santos, com a acusação de má gestão e de graves desvios financeiros.

A empresária Isabel dos Santos, a filha mais velha de José Eduardo dos Santos, foi nomeada para presidente do conselho de administração da Sonangol, pelo pai, em junho de 2016, na altura com a tarefa de assegurar a reestruturação da petrolífera estatal angolana.

Modificado emquinta, 16 novembro 2017 21:06

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