Angola 24 Horas - Isabel dos Santos aponta Luanda "agitada" com protesto de 'zungueiras'
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Isabel dos Santos aponta Luanda "agitada" com protesto de 'zungueiras'

Isabel dos Santos aponta Luanda "agitada" com protesto de 'zungueiras'

A empresária angolana Isabel dos Santos apontou hoje que Luanda acordou "agitada", face ao protesto de dezenas de 'zungueiras' que contestam a impossibilidade de vender nas ruas.

"Luanda acordou com chuva e agitada", escreveu, no Twitter, ao início da tarde, a filha do ex-chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, dias depois de ter alertado para uma possível "crise política profunda em Angola", na mesma rede.

"Operação Resgate: Após as repressões policiais, seguem as manifestações das Zungueiras, vendedoras ambulantes, para maior atenção a sua condição social e oportunidade de continuar a trabalhar, pois são mães de crianças e têm de pôr pão na mesa!", acrescentou Isabel dos Santos, na mesma publicação.

Cerca de meia centena de 'zungueiras' - mulheres que vendem todo o tipo de produtos pelas ruas - saíram hoje à rua em Luanda, tendo sido impedidas pela polícia, que não permitiu que chegassem ao Palácio Presidencial.

Em causa está a "Operação Resgate", colocada em prática pelas autoridades angolanas a 06 de novembro e que visa reforçar a autoridade do Estado em todos os domínios, reduzir os principais fatores desencadeadores da desordem e insegurança, bem como os da violência urbana e da sinistralidade rodoviária, aperfeiçoar os mecanismos e instrumentos para a prevenção e combate à imigração ilegal, e proibir a venda de produtos não autorizados em mercados informais.

Hoje, aparentemente de forma espontânea, cerca de 50 'zungueiras', todas oriundas do Mercado de São Paulo, em Luanda, surpreenderam as autoridades locais que só conseguiram pará-las a poucas centenas de metros do Palácio Presidencial, sem que se tenham registado quaisquer incidentes.

Cerca de uma hora depois, a polícia, já na zona da Maianga, conseguiu dispersar a meia centena de "zungueiras", que partiram, a pé e a cantar, de volta ao Mercado de São Paulo, depois de a polícia lhes ter dado garantias, ouvidas pela Lusa, que os produtos confiscados e guardados nas "gajajeiras" serão devolvidos.

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