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Belarmino Van-Dúnem excluido do processo “burla à tailandesa”

Belarmino Van-Dúnem excluido do processo “burla à tailandesa”

Dois dias depois de o procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, ter anunciado que este processo estava concluído para ser introduzido em Tribunal, fala-se da exclusão de alguns arguidos

A Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DINIAP) excluiu da condição de arguido do processo de tentativa de burla ao Estado Angolano em cerca de USD 50 mil milhões o antigo presidente da Agência para a Promoção do Investimento e Exportações de Angola (APIEX), Belarmino Van- Dúnem, por insuficiências de provas, soube OPAÍS de fonte familiarizada com o processo.

A mesma fonte adiantou que mais dois nomes poderão ser retirados do processo, pelos mesmos motivos, sem, entretanto, entrar em mais pormenores. Belarmino Van Dúnem, que é também professor universitário, e especialista em Relações Internacionais, foi indiciado como arguido pela PGR, mas este sempre negou o seu envolvimento neste negócio “malparado”. Neste processo, foram ainda constituídos arguidos, em Março, outras figuras com destaque para o ex-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda. Os arguidos, que podem passar para a condição de réus, caso o processo transite para julgado, respondem pelos crimes de burla, defraudação, associação criminosa, falsificação de documentos e de títulos de créditos.

Neste processo estão arrolados oito cidadãos nacionais e estrangeiros, sendo dois angolanos, quatro tailandeses, um eritreu e um canadiano. No conhecido como processo “Burla à Tailandesa”, o general Nunda, segundo fontes da PGR, é citado na qualidade de presidente da assembleia geral da cooperativa habitacional dos exmilitares, denominada “Ondjwo Yeto”. Para além de Nunda, estão também como arguidos os generais Altino dos Santos, chefe de Direcção de Planeamento do Estado Maior General das FAA, e outros dois oficiais reformados, José Manuel Arsénio, e o antigo logístico das FAA, Afonso Lopes Teixeira Garcia “Led”. Foram ainda constituídos arguidos neste processo o antigo responsável da Unidade Técnica para o Investimento privado (UTIP), o jurista Norberto Garcia, actual porta-voz do MPLA, o partido no poder. OPAIS

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