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Deputados angolanos querem reforço do orçamento da Junta Nacional de Saúde

Deputados angolanos querem reforço do orçamento da Junta Nacional de Saúde

Os deputados angolanos assumiram hoje o compromisso de pressionar o Governo para o reforço de recursos financeiros atribuídos à Junta Nacional de Saúde, que se debate com a crescente procura de pacientes que solicitam tratamento no exterior do país.

A garantia foi manifestada pelo deputado Pereira Alfredo, presidente em exercício da 6.ª comissão parlamentar, no final da visita de uma delegação do parlamento angolano às instalações da Junta Nacional de Saúde, em Luanda.

"Penso que será esse o trabalho do parlamento. Solicitar que se reforcem os recursos para a Junta Nacional diminuir o envio de pacientes e passar-se então a prestar serviços a nível local, pelos que os custos serão reduzidos", disse, em declarações aos jornalistas.

De acordo com o deputado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, a carência orçamental da Junta é transversal a outros setores do país, devido à situação difícil de crise económica, financeira e cambial que se vive no país.

"Há algumas dificuldades com os recursos financeiros alocados à Junta, mas ainda assim é notório o esforço do Estado para poder suprir as dificuldades, uma vez que temos concidadãos no estrangeiro a beneficiar de serviços de Saúde", disse.

Apesar das dificuldades, sustentou o deputado, há cidadãos continuam a receber assistência médica na África do Sul e em Portugal: "Reconhecemos que há dificuldades, mas são daquelas dificuldades conjunturais e acreditamos muito mais nas soluções que estão a ser dadas nas questões colocadas".

Segundo o presidente da Junta Nacional de Saúde de Angola, Augusto Lourenço, o país deve a Portugal cerca de cinco milhões de euros e à África do Sul 22 milhões de rands (1,3 milhões de euros), montante de despesas com pacientes angolanos tratados ao abrigo da instituição.

A Junta Nacional de Saúde continua ainda confrontar-se com um "elevado índice de pacientes na lista de espera", mais de 900 e com dificuldades em realizar as suas atividades correntes, em face da "reduzida verba disponibilizada" para o seu quadro anual de ações.

Confrontando com este quadro, o presidente em exercício da 6.ª comissão especializada do parlamento angolano, que trata de questões de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, referiu que a aposta tem de passar pela criação de condições para assistência médica de todos pacientes no país.

"Quando se presta serviço a nível do país, obviamente se reduzem custos, mas é preciso sublinhar que a nível do país essa capacidade tem sido criada e como ouvimos já há hoje serviços prestados localmente", adiantou.

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