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Risco em Angola mantém-se "alto" em 2017 devido ao petróleo e às eleições

Risco em Angola mantém-se "alto" em 2017 devido ao petróleo e às eleições

O nível de risco de Angola vai manter-se “alto” este ano, devido à dependência da economia angolana aos preços do petróleo, a insurreição armada em Cabinda e as eleições em Agosto, indica a análise da seguradora AON.

"O risco do país mantém-se alto em 2017. Isto acontece porque a petróleo-dependente economia de Angola vai, quase com toda a certeza, continuar a ser afectada pelos baixos preços do petróleo, tornando mais difícil ao governo manter a estabilidade política e as redes de apoio financeiro", indica a análise da AON, que hoje divulgou os mapas de risco terrorista e de instabilidade política em todo o mundo.

A AON nota que Angola tem enfrentado "uma insurreição na região do enclave de Cabinda". Apesar de realçar que a insurreição "está contida", a AON ressalva que "a frequência dos ataques de guerrilha contra as forças de segurança [naquela região] aumentou na última metade" do ano passado.

Por outro lado, a AON vê as eleições gerais previstas para Agosto deste ano como um potencial factor de instabilidade.

"O país enfrenta uma transferência de poder este ano, depois de o Presidente, no cargo há quase 38 anos, ter anunciado em finais de 2016 que não irá candidatar-se às eleições de Agosto. A oposição vai, provavelmente, realizar manifestações por altura das eleições, e a polícia vai, quase com toda a certeza, responder com força, pelo que o país mantém o perigo de agitação civil", indicam os comentários que acompanham o mapa sobre Angola.

O risco de terrorismo em Angola mantém-se "baixo".

Na análise geral sobre o país africano, a AON realça que Angola "é o segundo maior produtor de petróleo em África".

"Apesar de as eleições de 2014 terem reduzido o risco de violência política, os riscos económicos aumentaram devido à redução das receitas do petróleo. Por isso, Angola ainda sofre de instabilidade política e violência ocasional", escreve a AON.

Já os riscos "regulatórios e legais" mantêm-se "muito altos devido à corrupção, nepotismo, burocracia e uma falta generalizada de mão de obra especializada".

"Isto torna o ambiente de negócios extremamente difícil", conclui. Quanto ao risco de "interferência política na economia" é ainda "muito alto", devido "à fraca qualidade da governação e má qualidade regulatória".

O Mapa de Risco Político da AON - produzido desde 1997 - compila os riscos para as empresas e países nos mercados emergentes e fronteiriços (não incluindo países da OCDE). É feito em conjunto com a Roubini Global Economics.

Já o Mapa de Terrorismo e Violência Política é produzido desde 2007, em conjunto com The Risk Advisory Group.

LUSA

Modificado emquinta, 06 abril 2017 23:10

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