Angola 24 Horas - Ministro do Interior desdramatiza operação de fiscalização contra "zungueiras"
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Ministro do Interior desdramatiza operação de fiscalização contra "zungueiras"

Ministro do Interior desdramatiza operação de fiscalização contra "zungueiras"

O ministro do Interior desdramatizou hoje os abusos policiais cometidos segunda-feira contra as vendedoras de rua no Mercado de São Paulo, em Luanda, admitindo, porém, ter-se tratado de um comportamento "menos correto" e que os agentes serão "responsabilizados".

Ângelo Veiga Tavares, que falava numa cerimónia de entrega de equipamentos, sobretudo viaturas, às forças afetas ao Ministério do Interior, realizada na Unidade Operativa de Luanda, salientou que, após alguns mal-entendidos, o "mal-estar" foi rapidamente resolvido.

"Não são agressões propriamente ditas. Ontem [segunda-feira], por alguma ação menos correta dos efetivos da fiscalização e por parte de alguns agentes da polícia, foram retirados [os bens e produtos] dos locais onde as vendedeiras os têm e levaram-nos para a administração [armazém]. Isso é que levou a algum mal-estar e à manifestação que fizeram. Mas foram-lhes devolvidos os meios e estão a ser tomadas ações disciplinares contra esses efetivos", assegurou.

A ação da fiscalização e da polícia realizada segunda-feira, que levou a uma manifestação das vendedoras (tentaram chegar ao Palácio Presidencial mas foram impedidas pela polícia), inseriu-se no quadro da "Operação Resgate", destinada a repor a autoridade do estado em todo o país, e que visa, paralelamente, entre outras medidas, acabar com o comércio de rua.

"Não podemos ver só o lado negativo e a atitude menos correta de alguns dos efetivos, como os que se verificaram ontem [segunda-feira] com agentes da fiscalização e alguns agentes da polícia no município do Rangel. Temos de fazer uma análise mais racional e abrangente", afirmou o ministro do Interior angolano, considerando que, tendo em conta várias opiniões, inclusive a do próprio Estado, os resultados têm sido "positivos".

Ângelo Veiga Tavares, que apelou à comunicação social para se manter como "parceira" nas ações de sensibilização à população, a "Operação Resgate" não se resume apenas à problemática do desordenamento do comércio ambulante.

"É muito mais que isso. Vai até ao combate ao crime violento. Desde que começou a ?Operação Resgate` [a 06 de novembro último] registaram-se menos 140 crimes violentos, comparando com o mesmo período do ano passado", sublinhou.

"Há outras questões que nos preocupavam, que era a venda de acessórios de viaturas automóvel e de telemóveis e similares, que eram resultado de furtos e roubos, alguns dos quais em que se matavam as próprias vítimas. A operação é muito mais abrangente que esse lado, provavelmente mais visível, que afeta mais as pessoas. Mas fomos muito claros, estamos numa fase de ação policial, mas também pedagógica, e todos nós devemos estar envolvidos", acrescentou.

Nesse sentido, Ângelo Veiga Tavares realçou que o Ministério do Interior está também a trabalhar para um "maior combate aos crimes violentos", bem como à reposição da autoridade do Estado com algumas áreas.

"Isso requer que a polícia esteja reforçada. Não é um combate fácil. Sabemos que há algumas pessoas que, de má fé, têm estado a engendrar algumas ações tendentes a denegrir os nossos órgãos, o próprio ministro do Interior. Mas estamos serenos e vamos continuar a exercer a nossa atividade, e com os nossos efetivos, estamos a recomendar que não se preocupem muito com os ataques que vêm aí nos próximos dias. Sabemos que alguns já estão na forja e vamos continuar a exercer o nosso trabalho", alertou.

O ministro do Interior angolano realçou que a entrega, hoje, de 86 veículos, 76 deles para o Comando Geral da Polícia Nacional e os restantes 10 para outros órgãos das forças de segurança, como para os serviços penitenciários, destinam-se a "reforçar a capacidade técnica e operacional" das polícias.

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