Na mensagem divulgada nas redes sociais, o líder do maior partido da oposição angolana afirmou que o desenvolvimento do país continuará comprometido enquanto “o mérito for substituído pela militância partidária”.
“Nenhum país se desenvolve enquanto o mérito for substituído pela militância partidária. Nenhuma democracia amadurece quando pensar diferente é tratado como ameaça. Nenhuma sociedade prospera quando o Estado deixa de servir o povo para servir interesses instalados”, escreveu Adalberto Costa Júnior.
O político destacou ainda as dificuldades sociais enfrentadas pelos angolanos, sublinhando que os principais problemas do país afectam a população independentemente da filiação política ou da região onde vivem.
“O sofrimento do povo angolano não tem cor partidária. A fome não pergunta em quem se votou. O desemprego não escolhe região. A dor das mães nos hospitais, dos jovens sem oportunidades e dos pais sem salário digno é uma dor nacional”, acrescentou.
Na publicação, o presidente da UNITA defendeu igualmente a necessidade de um modelo de governação mais inclusivo, sustentado por instituições republicanas fortes e orientadas para o interesse colectivo.
“Por isso, a solução para Angola deve nascer da inclusão, do diálogo e da construção de um Estado verdadeiramente republicano, onde todos tenham espaço e dignidade”, concluiu.
As declarações de Adalberto Costa Júnior surgem num contexto marcado pelo aumento do debate político e social no país, numa fase em que temas como desemprego, custo de vida, desigualdade social e funcionamento das instituições públicas continuam a dominar o discurso político nacional.
A mensagem do líder da UNITA tem igualmente sido interpretada como mais um posicionamento político em preparação para os desafios eleitorais que se aproximam, numa altura em que o ambiente político angolano começa a ganhar intensidade com vista às eleições gerais de 2027.

