Informações partilhadas com o Imparcial Press apontam para alegadas movimentações internas lideradas pelo secretário-geral, Paulo Pombolo, com o envolvimento do director-geral do CEFOJOR, Norberto Garcia, que visariam enfraquecer a imagem do general Higino Carneiro no seio do partido.
Segundo as mesmas fontes, estaria em curso uma campanha informal junto das bases do MPLA, particularmente em Luanda, com o objectivo de descredibilizar politicamente Higino Carneiro, através da disseminação de informações que o associam a encontros secretos com o presidente da Adalberto Costa Júnior.
Paralelamente, dados indicam que Paulo Pombolo estará também a incentivar estruturas de base – incluindo primeiros secretários municipais e responsáveis dos Comités de Acção do Partido (CAP) – a manifestarem publicamente apoio à continuidade da liderança de João Lourenço.
Como reflexo dessa tendência, o primeiro secretário do MPLA no município de Belas declarou recentemente apoio à eventual candidatura do actual líder, num movimento que tem sido interpretado por analistas como sinal de alinhamento antecipado dentro do partido.
Num contexto ainda marcado por ausência de candidaturas formais, os bastidores do MPLA mostram sinais de intensa movimentação e disputas internas.
As alegações de campanhas de descredibilização e de mobilização antecipada de apoios levantam dúvidas sobre a transparência do processo e a real abertura à pluralidade de candidaturas.
O processo de candidaturas à presidência do MPLA, aberto desde 28 de Março no âmbito do IX Congresso Ordinário do partido, ainda não registou qualquer candidatura formal, apesar de vários militantes já terem manifestado publicamente a intenção de disputar a liderança da maior força política do país.
O período de submissão de candidaturas decorre até ao dia 25 de Outubro, sendo que a fase de validação está prevista para os dias 2 a 5 de Novembro.
A campanha eleitoral interna terá início no dia 6 de Novembro e terminará a 7 de Dezembro, antecedendo o congresso marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro, em Luanda.
Para concorrer à presidência do MPLA, os candidatos deverão reunir 5.000 assinaturas de militantes, incluindo 200 assinaturas em cada província do país, além de cumprir requisitos estatutários como possuir pelo menos 15 anos de militância, estar em pleno gozo dos direitos políticos e demonstrar fidelidade aos princípios e programa do partido.

